Concerto à luz de velas
(Um poema sobre rejeições e apreciação musical)
Acompanhe a publicação semanal de poesias aqui:
A versão original deste poema está em: “Candlelight Concert”.
A que veio antes dessa foi “E se uma boa pessoa não for religiosa?”.
A que vem depois, “Divertida”.
O poema Concerto à luz de velas faz parte do meu livro Doses Endovenosas de Humanidade.
Aqui eu conto mais sobre o Doses Endovenosas de Humanidade.
Concerto à luz de velas
Eu fui ao concerto à luz de velas que nós não fomos juntos...
Tantas vezes eu pensei em olhar para o lado e te ver.
Tantas vezes eu senti a falta do aperto firme de sua mão na minha.
Tantas vezes eu quis inclinar minha cabeça ao lado, recostada à sua.
Mas você não estava lá.
Eu fui sozinho.
Ironicamente, eu estava sentado atrás de um casal muito fofo, amoroso e beijoqueiro.
Eu senti o toque do ar frio arrefecer o calor sob minha pele.
Eu mantive minhas mãos abertas para receber as ondas sonoras
De clássicos do rock, tocados por um cello, dois violinos e uma viola.
Cercado de luzes de velas, no escuro,
Dentre a multidão anônima.
E quão maravilhoso é, que haja artistas que exerçam o seu ofício.
Eu individualmente senti a graça de lembrar de ótimas músicas.
Eu coletivamente senti a alegria de todos que apreciavam aquela arte.
Eu regozijei os arrepios de deleite que meu coração irradiou por minha pele.
E nada disso poderia mudar o fato de que você não estava lá.
Nós dois sabemos que você não aceitaria mais nenhum de meus convites.
E isso não importa.
Eu estou feliz por que eu comprei os meus ingressos ao concerto,
Mesmo que você tenha me rejeitado no longo prazo.
Eu estou feliz por que fui eu quem me levou para lá.
Quisera eu, ter previamente ouvido repetidas vezes a seleção musical,
Se eu soubesse que nos permitiriam cantar junto com a performance.
Eu, certo como a chuva que cai, terei novos ingressos em mãos.
Eu fui ao concerto à luz de velas que nós não fomos juntos.
E foi ótimo.
(Theo Sant’Ana, 27/02/2026)
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(Fala sério, a Poliana já me deu um fora para esse concerto… Compra um café pra mim? De conforto mesmo. Coloca um sanduba na conta também, que eu tô meio xoxo. Quem sabe a experiência que você financiou vira uma crônica.)
Esse foi um poema de A Longa Jornada de Mim.
P.s.: Sério mesmo, esse concerto à luz de velas foi uma das coisas que Poliana topou fazer comigo… antes de… fazer o que ela fez. Você sabe o que ela fez, né? Não?
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Por aqui eu falo de muita coisa que não é poesia ou luz de velas. Se você gosta de reflexões intimistas, histórias e contos, crônicas, opiniões existenciais, e ensaios, críticas e resenhas, de temas variados, com essa mesmíssima pegada de redação e uns lirismos a mais nos poemas, o ritmo é esse:
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Eu ensino assim pra minha filha: "quem tá, tá!" Que bom que você se divertiu.
E foi um encontro maravilhoso!