Diário de Bordo: 200 Inscritos!
(Não que o número importe, mas trago fofocas e confissões.)
Muita coisa mudou desde que cheguei em 100 inscritos… a principal é que parei de ficar com meta de crescimento. E justo quando eu desapeguei disso… vocês vieram (:
Em primeiro lugar, quero te dizer que estou muito feliz com a sua presença aqui!
E achei legal a ideia do Mateus DIniz, há uns meses, de fazer edições comemorativas a cada 100 inscritos. E nada como um Diário de Bordo aqui e ali, para falar contigo e dar as boas-vindas para novos viajantes aqui na A Longa Jornada de Mim, minha newsletter principal.
Bonitinho e tal, mas… esse gráfico não representa muita coisa, sabe?
Não representa as boas conversas que tive e também as que morreram por aqui.
Não representa quantas pessoas de fato foram embora (sei lá quantas), e quantas chegaram (bem mais de 200).
Não aparece nele a publicação do meu primeiro livro físico de poesia, com 34 poemas que eu compus, organizei e preparei para publicação em menos de 120 dias.
Não aparece também os outros 22 poemas para o segundo livro de poesia desde a primeira publicação — dos quais 10 já estão concluídos.
Pensei que a adaptação de O nome dela é Joana seria meu primeiro livro — um romance — publicado, mas já publiquei um e tenho planos de publicar mais dois antes dele.
E quando eu fiz minha publicação comemorativa de 100 inscritos, eu achava que a métrica última seria a quantidade de assinantes pagos (nem pensava ainda em quantas pessoas teriam adquirido meu livro, que não estava nem no rascunho).
Mas eu interajo com tanta gente por aqui que dá o maior incentivo e ideias legais… e os três assinantes pagos que tenho — todos anuais — não são “substackers” e me acompanham só pelo e-mail (e a vocês sou grato pelo apoio!). E a primeira pessoa que comprou meu livro físico… não foi uma assinante.
Enfim, o gráfico não me representa.
Nem representa o avanço de minha escrita.
Ou o que esse avanço está fazendo comigo.
Afinal, 134 dias após a minha primeira e despretenciosa publicação no Substack (que foi a legenda de um post do Instagram, que eu quis eternizar fora do Instagram e completei com uma história abaixo)… 45 publicações depois… o que mudou em mim?
[E aqui eu vou retirar minha máscara de modéstia, só por esse instante. Porque essa é uma das maiores libertações pessoais que eu experienciei em 32 anos de vida. Por que após mais de três décadas na Terra com uma sensação entranhada de inferioridade, que seguiu atormentando o jovem adulto com síndrome do impostor… Ter razão justificada para abrir mão da modéstia é uma das maiores libertações que já vivenciei. Se não a maior. Continuarei com meu tom típico nos comentários, naquela mescla de acanhado e informal.]
Eu estou me encontrando na escrita.
Eu comecei a escrever simplesmente “para não surtar”. E depois de escrever conteúdo bissemanal para no mínimo 14 semanas em menos de três meses, percebi que o “não surtar” era poder me expressar.
E que agradável surpresa, tem sido descobrir que eu sei fazer isso bem. Melhorando sempre, claro. Nada do que eu fiz é resultado “final” do que eu posso fazer. Sempre pedindo feedback embora receba mais elogios que devolutivas críticas e contrapontos. E sendo sincero, sem esse reforço positivo eu demoraria mais para chegar no autorreconhecimento, então sou grato por todos os incentivos!
Eu não imaginava que ficaria satisfeito com minhas próprias poesias, desenvolvimentos filosóficos e histórias por aqui, mas estou me surpreendendo. Não imaginava que em 4 meses os três primeiros assinantes pagos apareceriam aqui no Substack com suas contribuições anuais.
Eu não imaginava que ficaria satisfeito com 85 páginas de um manifesto poético pró-humanidade em tempos de IA e apatia crônica das sociedades. Nem que seu manuscrito seria aceito por duas editoras, embora eu tenha optado pela autopublicação pelo fator financeiro… E, que maravilha, os custos da publicação independente foram cobertos exatamente pelas assinaturas do Substack.
Eu já acreditava que expressão artística e reflexão genuína precisam existir. Mesmo que de graça. Mas ciente de que, sim, a atividade precisa de apoio financeiro. E não estou falando em termos abstratos, generalizações ou com recortes específicos…
Estou falando de mim.
Mas não pretendo ficar batendo na tecla de que R$ 210,00 de contribuição anual equivale a uma ida mensal a um restaurante com a família, ou R$ 17,50 mensais (primeira vez que faço isso, só para ilustrar, ok? E eu sei que vai ter cancelamento até da assinatura gratuita só porque eu disse isso. E tudo bem, vai com Deus).
É mais pragmático me perguntar:
O que eu posso fazer desse movimento?
Eu precisei de comprovação prática e retorno externo para chegar no posicionamento interno.
Precisei redigir boas reflexões para dizer que posso fazer ensaios. Precisei redigir boas crônicas para dizer que posso fazer crônicas. Precisei redigir bons episódios de uma série para dizer que posso redigir novelas. Precisei compor mais de 30 poemas, sob 4 heterônimos — sendo um deles uma mulher, que convence as leitoras de que seu tom é autenticamente feminino —, para dizer que faço poesia.
É depois disso? Sendo realista: com 45 publicações feitas e 140 rascunhos em desenvolvimento… eu posso escrever qualquer coisa! E com exímia qualidade, porque eu sempre me cobrei muito — e isso transborda na qualidade dos produtos finais.
E por que não ajudar profissionalmente quem está travado a destravar sua própria escrita? Porque não escrever por outras pessoas, que não têm tempo para escrever? Sob o nome delas, com seus tons, trejeitos e histórias? Eu já faço isso com heterônimos e personagens. Por que não profissionalmente, para quem precisa de alguém que escreva por elas?
É uma maneira mais saudável e sustentável de financiar a expressão lírica e espaço de reflexão que estou promovendo. Porque, olha…
E eu vou te poupar das demonstrações contábeis, mas R$ 5 milhões de investimentos dos meus clientes sob minha gestão equivale a uma renda mensal de R$ 3.670,32 (sim, 0,0440% sobre o Asset under Management, AuM).
Não vou abandonar nenhum cliente, mas pra quê continuar me esfolando para crescer no setor mais mais voraz competitivo do capitalismo tardo-moderno?
Se sei que essa não é minha perspectiva de longo prazo? E que preciso de mais horas disponíveis e boa capacidade de escrita para cumprir minhas metas de longo prazo?
E que, com algumas prestações de serviço daquilo que mais me diferencia, é possível bater meses de renda daquela outra atividade?
(E não sei se rio, choro ou acendo uma vela pelos inocentes que acreditam nos influencers que chamam seus modelos de angariação massiva de assessores e consultores de um “oceano azul” para os profissionais no mercado financeiro.)
Estou entrando nessa vertente profissional.
E para quem é purista e não gosta de proposta comercial (mesmo que honesta) no meio da arte, eu entento. Respeito, até. Não sou eu quem, com algumas palavras, vai romper essas facetas da cultura brasileira, de percepção do valor da cultura independente e da dignidade profissional. Por isso fiz uma segunta newsletter, voltada especificamente para isso:
Qual é o próximo horizonte da Jornada?
A Longa Jornada de Mim continua sendo meu espaço de expressão pessoal “pura”. Porque escrita é essa ferramenta que eu quero continuar desenvolvendo, de autoexpressão, desenvolvimento e posicionamento pessoal. Aqui eu desenvolvo meu eu escritor, poeta, novelista, cronista e ensaísta crítico.
Há 76 dias (no Manifesto comemorativo de 100 inscritos) eu disse que sabia exatamente o que queria daqui. Mas claramente eu não sabia, porque disse que queria tudo: pessoas, validação externa, reforço positivo, engajamento, dinheiro. Eu simplesmente vi tudo que poderia acontecer e me animei redigindo aquele Manifesto (que continua válido, embora um pouco all over the place).
Hoje eu só te agradeço, pela presença, participação e apoio.
E é isso que eu quero, nesse espaço de colaboração literária, reflexão filosófica e apreciação artística: sua presença, participação e apoio.
Independente de quantos estiverem aqui. Porque é contigo que eu falo. E sou grato pela sua presença. Sim, você!
Esse foi um Diário de Bordo de A Longa Jornada de Mim.
© 2026 Theo Sant’Ana. Este texto é protegido por leis de direitos autorais. A reprodução total ou parcial não é permitida sem autorização expressa do autor.
Gostou?
(Eu coloco minha alma e coração aqui toda semana. Toda contribuição sua, pontual ou recorrente, é bem-vinda. Já te agradeço.)
P.s.: Por aqui eu falo de muita coisa que não é Diário de Bordo da Jornada. Se você gosta de reflexões intimistas, histórias e contos, crônicas, opiniões existenciais, e ensaios, críticas e resenhas, de temas variados, com essa mesmíssima pegada de redação e uns lirismos a mais nos poemas, o ritmo é esse:
Um post por semana, aos sábados (e talvez outras no meio do caminho).
A grande maioria deles, gratuitos.
Poesia às quartas-feiras. Sempre gratuita.
A Longa Jornada de Mim só tem alma e propósito com vocês, leitores(as). Inscreva-se gratuitamente para participar da Jornada. Vou te enviar um e-mail de boas-vindas personalizado, tá? Não é aquele e-mailzinho padrão xexelento do Substack não. É para quem escolheu participar da Jornada mesmo.
Se você quer participar e apoiar esse trabalho, existe uma forma: uma inscrição paga. Porque escrita artesanal, sem IA, bem cuidada e curada precisa de apoio sim. Pelo preço de um YouTube Music (e descontos para grupos), você tem:
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Um espaço de conversa exclusivo nos posts mais íntimos, um ambiente seguro e longe da vitrine dos comentários públicos;
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E o mais importante de tudo…
Além dos benefícios da comunidade exclusiva de apoiadores, você está financiando as doses endovenosas de humanidade que chegam para todos que escolheram participar da Jornada. Inclusive os que ainda participam dela gratuitamente.
E isso importa, demais. Porque eu acredito que arte, reflexão genuína e expressão lírica, humana, sem IA, não devem ser um luxo. Por isso que mais da metade do meu conteúdo é disponível “de graça” pela graça mesmo. E você pode honrar esse trabalho comigo, com uma pequena contribuição e chegando mais perto.
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