O ser escravo
(Poema sobre a condição humana)
Acompanhe a publicação semanal de poesias aqui:
A primeira que eu publiquei aqui foi Candlelight Concert. Mas é em inglês, ok? Be advised.
A que vem depois é “Amor Pra Paz”.
O poema O ser escravo faz parte do meu livro Doses Endovenosas de Humanidade.
Aqui eu conto mais sobre o Doses Endovenosas de Humanidade.
O ser escravo
O ser mais desprezível, por se julgar superior,
O ser mais dependente, por escolher sua dependência a dedo,
O ser que busca desesperadamente a paz, armado para a guerra,
Pois a paz, que lhe é desconhecida,
É pela mente enriquecida,
E pelo desejo, distorcida.
O ser aprisionado, ávido por estar certo,
Desesperado.
Ao “tempo” acorrentado,
Por sua criação encarcerado,
O ser que se torna mais mesquinho,
Ao se julgar avantajado,
Que se diz hábil e estável,
Não vendo que está estático, estagnado.
Um ser que não hesita,
Em logo se idolatrar,
Pois mesmo em colisão com seu defeito,
Não vê onde se criticar.
Que mesmo com o potencial para ajudar,
Não hesita em prejudicar e em rebaixar, ah!
Pensando que ao profanar,
Elevar-se-á um plano!
Apenas se rebaixará,
Somente a si, vai prejudicar.
Com um sadismo sedento,
Formará um unguento,
Para alimentar seu tormento.
O tolo ser humano!
Pintou em si o seu tirano!
Aprisionado em si, seu próprio soberano!
Que não percebe,
E ignora que afunda,
Afunda em seu próprio lago,
Da agonia mais profunda.
Acrescentando, assim,
Mais um peso em sua corcunda.
E nem que precise sepulta,
A jamais vencida luta.
(Theo Sant’Ana, 2008)
Poema resgatado de 2008, ensejado pelo festival "Viver em Poesia", promovido pela professora Ana Lúcia Sant'Ana Lopes, na Viver Escola Waldorf de Bauru.
Essa aí venceu premiação no festival.
Lendo hoje, não teria como ser diferente.
Eu claramente não sabia fazer uma quebra de linha sem meter uma vírgula antes, mas o teor do que está escrito supera esse vício.
Esse poema, para mim, é um sinal claro do quanto eu esqueci de quem eu era, de minha própria história e como eu pensava, dos meus 14 anos para trás.
Ele ainda é um sujeito meio desconhecido de mim, quase vinte anos depois.
Mas respeito esse moleque, viu?)
Gostou? Me compra um café (:
(Vai, um cappuccino e um pão na chapa com ovo e requeijão ali na Bella Paulista é o combustível que eu preciso pra continuar a carreira de poeta. Vou comer pensando em você.)
Esse foi um poema de A Longa Jornada de Mim.
Por aqui eu falo de muita coisa que não é poesia. Se você gosta de reflexões intimistas, histórias e contos, crônicas, opiniões existenciais, e ensaios, críticas e resenhas, de temas variados, com essa mesmíssima pegada de redação e uns lirismos a mais nos poemas, o ritmo é esse:
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© 2026 Theo Sant’Ana. Este texto é protegido por leis de direitos autorais. A reprodução total ou parcial não é permitida sem autorização expressa do autor.



O ser escravo se formou na minha mente como uma personificação do próprio ego.
Belo poema!
Muito profundo e com palavras “difíceis” para um garoto de 14 anos.
Gostaria de ter guardado meus primeiros poemas, escritos por volta dos 9 anos. Até guardei por um tempo, depois perderam-se.
Meus primeiro poemas também tinham temas profundos. Não correspondiam a uma menina de 8/9 anos de idade.