Saudades de quando éramos simples
(Poema de peito aberto num dia chuvoso, com uma caneca de chá ao sofá)
Acompanhe as publicações semanais de poesia aqui:
A que veio antes dessa foi “Calma, jovem”.
A que vem depois, “O Medo e a Esperança”.
Saudades de quando éramos simples
Meu amor...
Que saudades eu tenho de quando éramos simples.
Quando simplesmente pensar em ti era um sorriso,
E lembrar até do que foi bom não era assim tão doído,
E a tristeza não alfinetasse às tardes chuvosas em acintes.
Ah, meu anjo...
Qual foi o momento em que a gente se complicou?
Qual foi o dia em que o entendimento se extraviou?
Em que conversa a gente parou de se dialogar?
Em que tarde foi cancelada a possibilidade do altar?
Que saudade, que saudade...
De quando eu tinha disposição até para ser idiota,
Porque no aperto de seus braços eu não seria chacota.
De fofa você me chamava e eu era beijada por seu sorriso...
Mas agora, ao lembrar de ti, meu peito racha diviso.
Quando foi que você se foi?
Quando foi que rarearam os seus sorrisos gratuitos?
E sua voz grave em meus ouvidos, em sussuros fortuitos,
Com seu corpo em minhas costas, me abraçando a cintura,
Onde eu podia me derreter, suspirando, segura?
Saudades, meu bem, de quando éramos simples.
Quando seu toque esfriou, complicada ficou a vida.
E sem as conversas que tínhamos, já não me senti querida.
Ao estar do seu lado eu precisaria pedir sua mão?
Nem parece estar mais comigo, como isso corta o coração.
Meu amor...
Ah, meu anjo...
Que saudade, que saudade...
Quando foi que você se foi?
Saudades, meu bem, de quando éramos simples.
(Milla Sora, 12/04/2026)
O poema Saudades de quando éramos simples faz parte do meu primeiro livro de poesia, o Doses Endovenosas de Humanidade.
Nele eu compartilho algumas histórias e contextos que só aparecem nessa edição física, que nenhum assinante online, gratuito ou pago, terá.
Aqui eu conto mais sobre a origem desse livro.
Um café, talvez?
(Esse é um daqueles dias em que eu daria tudo para ter uma fatia de red velvet sem largar meu chá, sem pegar a chuva lá fora, nem sair do meu sofá. Vai, meu amor, me dá uma fatia lá do Carlo’s. Tô precisada. Um beijo demorado e apertado na bochecha, pra você que comprou.)
Esse foi um poema de A Longa Jornada de Mim.
© 2026 Theo Sant’Ana. Este texto é protegido por leis de direitos autorais. A reprodução total ou parcial não é permitida sem autorização expressa do autor.

P.s.: Para fazer essa publicação, eu usei o seguinte setup autoprovocativo, que é um dos 5 passos simples de uma linha de produção textual de um Processo Criativo Explosivo para sua escrita:
Para aprender como dar conta de mais de 30 rascunhos simultâneos usando uma linha de produção textual de apenas 5 passos, e como ter pelo menos 7 boas ideias por semana, de propósito, confira a publicação:
Processo Criativo Explosivo (para sua escrita)
Esse é um método de linha de produção textual criativa usando 5 passos simples, e um bônus ao final: como ter pelo menos 7 boas ideias por semana, de propósito.
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P.s.: Por aqui eu falo de muita coisa que não é poesia ou saudade de sofrência. Se você gosta de reflexões intimistas, histórias e contos, crônicas, opiniões existenciais, e ensaios, críticas e resenhas, de temas variados, com essa mesmíssima pegada de redação e uns lirismos a mais nos poemas, o ritmo é esse:
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