Teu ocaso, de onde estou, não encerra tua luz na escuridão
(Soneto de aceitação à perda de uma vida)
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O soneto Teu ocaso, de onde estou, não encerra tua luz na escuridão faz parte do meu livro Doses Endovenosas de Humanidade.
Aqui eu conto mais sobre o Doses Endovenosas de Humanidade.
Teu ocaso, de onde estou, não encerra tua luz na escuridão
Teu ocaso, de onde estou, não encerra tua luz na escuridão.
Tua vida, que se foi na Terra, segue indelével em meu coração.
A dor lancinante que me abre o peito é a confirmação certeira
De que o amor que por ti sinto transcende todo limite ou beira.
Onde estou o Sol parece se por, mas sei que para sempre ele brilha.
Terei o alvorecer de um reencontro, após cumprida minha trilha?
O frio da noite, em penumbra, me confronta com tua ausência.
Não há para onde eu vá, que ela não me venha à consciência.
Sigo vivo com tua morte, provando daquilo que não tens mais.
Nas lágrimas lavando tuas memórias, consigo seguir menos aflito.
Sei que encontrarei a paz, quando o peito me alcançar a razão.
Se sobrevivi à dor da partida, persistirei firme uns dias mais.
Tua falta aqui é inegável, mas sigo enfrentando, convicto:
Teu ocaso, de onde estou, não encerra tua luz na escuridão.
(Antônio Rodrigues, 01/04/2026)
Esse foi um poema de A Longa Jornada de Mim.
(Sim, definitivamente sobre o José Renato)
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