Um preço da inteligência é a solidão
(Soneto sobre o que acontece com alguém que não consegue baixar a velocidade e qualidade do pensamento)
Acompanhe a publicação semanal de poesias aqui:
A que veio antes dessa foi “Tudo que (não) vira poesia”.
A que vem depois, “Traços da Boa Vontade”.
O poema Um preço da inteligência é a solidão faz parte do meu livro Doses Endovenosas de Humanidade.
Aqui eu conto mais sobre o Doses Endovenosas de Humanidade.
Um preço da inteligência é a solidão
Um preço da inteligência é a solidão.
A estatística te abandona na população.
E o colorido de boas conversas...
Quase não chega em suas mãos.
“Queria ser assim, bem mais brilhante”.
Ah, meu caro, não queria não.
A parte que brilha parece fascinante,
Mas o brilho escamoteia a imperfeição.
De me doer a lentidão de seus passos,
De me frustrarem seus pensamentos parcos,
Mesmo quando estás comigo de coração.
Mas o preço dos afetos? A imperfeição.
Porque o encaixe sem ajustes não existe,
A não ser que escolhamos a ilusão.
(Theo Sant’Ana, 15/03/2026)
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(Vai, tio. Num é só inteligência não, minha poesia precisa de café pra existir.)
Esse foi um poema de A Longa Jornada de Mim.
P.s.: Se você gostou do tom confessional de ser diferente da maioria, te convido a explorar uma exposição mais técnica e abrangente sobre autismo, neuroatipia, neurodivergência e hiperfoco. Fiz em autoria em pessoas que sofrem de algumas condições clínicas, e debato sobre essa enxurrada de laudos neuropsicológicos e a banalização de termos como “hiperfoco” hoje em dia. É um top hit aqui d’A Longa Jornada de Mim:
Por aqui eu falo de muita coisa que não é poesia. Se você gosta de reflexões intimistas, histórias e contos, crônicas, opiniões existenciais, e ensaios, críticas e resenhas, de temas variados, com essa mesmíssima pegada de redação e uns lirismos a mais nos poemas, o ritmo é esse:
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Poesia às quartas-feiras. Sempre gratuita.
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© 2026 Theo Sant’Ana. Este texto é protegido por leis de direitos autorais. A reprodução total ou parcial não é permitida sem autorização expressa do autor.



Cara, isso é muito real.
Esses dias vi algo que deu um pouco de perspectiva. Era sobre como exércitos tentam não pegar pessoas muito inteligentes (nem muito… lerdinhas). Miram numa faixa um pouco mais próxima da média. Por causa daquela teoria do Gap Efetivo de Comunicação: que só dá para conversar direito com pessoas a +/- 2 desvios padrão de você.
A conclusão era que, para efeitos de comunicação, ter um QI de 130 é tão ruim quanto ter um de 70 – pelo menos nessa questão de compreensão mútua.
Gostei, mas não ando comprando café nem pra mim, foi mau Theo