Como fazer um textão de sucesso
(4 níveis de aplicação dos 3 passos para elevar o nível da sua escrita)
Tem gente com medo de não ser lido só por que o texto tem mais de 4 minutos de leitura. Nem se preocupe, que o problema não é tamanho. É qualidade. Texto chato comprido não é lido até o fim. E texto curto ruim dá arrependimento de ter lido.
Ninguém é obrigado a te ler até o fim, independente da quantidade de palavras.
Prova disso é que um dos textos de maior sucesso aqui, que mais me trouxe inscritos, teve curtidas, comentários, visualizações e repostagens… é um artigo de 32 minutos de leitura, sobre hiperfoco e neurodivergência. E o segundo top hit não fica muito atrás: uma história de 17 minutos de leitura, que é a parte 1 de 8 de uma série. E a parte 2, mesmo sendo paga e com 29 minutos de leitura, também foi muito bem recebida.
E aquela masterclass de 20 minutos de leitura sobre escrita poética, da minha segunda newsletter? Também fez um baita sucesso, principalmente sabendo que eu não importei inscritos para essa newsletter. Os leitores simplesmente vieram, curtiram e elogiaram. Ninguém reclamou do tamanho.
E, enfim, dentre outros ensaios e artigos que foram bem recebidos aqui na Jornada, pouquíssimos deles exigem menos que 12 minutos de leitura.
Vou te explicar como e por que isso acontece, com esse textinho curto. E sim, já te explico porque não preciso de textão para dizer como se faz um textão.
Passo 0: Tenha o que dizer, independente do tamanho
O que você quer comunicar?
O compromisso é com a mensagem. Sem se comprometer com cumprimento de comprimento pré-estabelecido, textão ou textinho. Isso é o fundamental.
Passo 1: Você escreve.
Escreve. Escreve. Escreve.
Até esgotar as impressões que estavam na cabeça, para o teclado ou papel.
Passo 2: Você lê. E reescreve.
E por reescrita, me refiro à reescrita, mas também as edições pontuais.
Dessa vez para organizar.
Para dar coerência ao texto.
Reescreve.
Reescreve.
Até fazer sentido.
Passo 3: Você lê. E reescreve.
Dessa vez para ajustar o ritmo.
Para imputar coesão à coerência construída.
Se é para condensar, condense.
Mas não tanto a ponto de matar a didática.
Nem ao ponto de provocar monotonia.
Faça com que o texto siga com um ritmo intencional.
Passo 4: Você lê. E reescreve.
Agora para injetar potência.
Para que o tom da introdução seja convicto do que vem à frente. Com uma pertinência impetuosa em todos os pontos de desenvolvimento. Até a inevitável conclusão, de quem fala como quem sabe que seu leitor não te abandonou.
Por que você sabe que tem algo a dizer. E quem quer saber teve a honra de testemunhar o cuidado com que você desenvolveu o assunto que é mútuo aos seus interesses.
Tiro e queda, certos.
Não há outro caminho.
Não há outro caminho.
Não há outro caminho!
Há diferentes maneiras de se dizer esses três passos, mas é impossível fugir deles. Se você quer escrever melhor, há três passos a se praticar:
Leitura, Escrita, Reescrita.
E eu falo sobre eles aqui:
3 Passos para elevar o nível da sua escrita
Se você quer um conselho ou dica para melhorar nível da sua escrita, esses três passos são infalíveis:
Esse foi um artigo, sobre a escrita, de A Longa Jornada de Mim.
Gostou?
(Eu coloco minha alma e coração aqui toda semana. Toda contribuição sua, pontual ou recorrente, é bem-vinda. Já te agradeço.)
Por aqui eu falo de muita coisa que não é sobre a escrita. Se você gosta de reflexões intimistas, histórias e contos, crônicas, opiniões existenciais, e ensaios, críticas e resenhas, de temas variados, com essa mesmíssima pegada de redação e uns lirismos a mais nos poemas, o ritmo é esse:
Um post por semana, aos sábados (e talvez outras no meio do caminho).
A grande maioria deles, gratuitos.
Poesia às quartas-feiras. Sempre gratuita.
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