O empobrecimento humano via IA... é um problema?
Um bate-bola sobre essa faca de dois gumes, pra você não se cortar.
Estamos perdendo cada vez mais espaço de nossa expressão humana para as máquinas? Eu acredito que quem romantizar a própria estupidez sob esteróides do GPT, Gemini e afins, se tornará burro de verdade. Isso é um problema que não acontecia antes de termos acesso a modelos de Inteligência Artificial. A questão é… qual é o real tamanho e urgência desse problema?
Eu tinha preparado uma estrutura de reflexão filosófica sobre a condição humana e nossa relação com os modelos de IA por aí… mas aí apareceu o Gabriel Ottaviano com umas piadinhas irresistíveis de comentar nas notes, umas ideias brabas e uns argumentos sagazes que me fez pensar “exploda-se o roteiro, eu quero escrever algumas coisa com esse cara”. Porque ele fala de IA e coisas tech apontando para a condição humana no meio dessas tempestades temáticas. E eu falo da condição humana, olhando ali desconfiado para os lugares que modelos de IA ocupam em nossas vidas. Me parece que temos perspectivas em comum. E mesmo para os pontos em que divergimos, eu quero os contrapontos dele aqui.
Primeiramente, se você não sabe o que é LLM, AI, AGI, Token, janela de contexto e outros termos técnicos sobre o assunto, instrua-se com o artigo abaixo antes de continuar:
Eu já ia referenciar esse artigo do Gabriel de qualquer maneira, com essa exata finalidade. Por que eu já usei conteúdo educativo interno de distribuidoras de IA como Adapta e InnerAI, e te asseguro que o conteúdo desse artigo vale uns contratinhos aí de R$ 1.200,00. Eu ia referenciar mesmo, porque o material está ótimo e eu quero ir direto para minhas opiniões.
Empobrecimento humano via IA:
(por Theo Sant'Ana)
Cada vez mais ouço o discurso de que “não precisa mais fazer [complete aqui], porque tem uma IA que faz isso”. Ah, mas que discurso perigoso. Perigosíssimo! Por que tem muito usuário de LLM feito sedentário usando exoesqueleto, achando que é superior a atleta olímpico, por que consegue entregar uma performance superior à do atleta. E a performance da tarefa pode ser superior mesmo. Mas e o desempenho da pessoa? É o mesmo?
Olhe que eu nem sou “IAfóbico”, ludista. Eu sei que, da perspectiva dos processos, a crescente eficiência das IAs é uma verdade concreta. A pessoa não precisa (por exemplo), ter fluência e proficiência em dois idiomas para ter uma boa tradução de um texto em mãos (perspectiva do processo). Mas isso significa que ela não deva avançar sua fluência e proficiência em um ou mais idiomas (perspectiva do desenvolvimento humano)? Por qualquer motivo que seja? Pois então…
Até que ponto estamos dispostos a abrir mão de nosso próprio desenvolvimento?
“Autodesenvolvimento”. Pensar, sentir, ler, escrever, se expressar, aprender algo novo, fazer… isso é o que a gente chamava de viver, né? Antes de estarmos amarrados a paradigmas de produtividade, com noções implícitas de “progresso” em que qualquer atividade é voltada para sobrevivência financeira, monetização, eficiência procedimental e equity… antes disso o autodesenvolvimento era… vida. E é isso que faz falta em nossos dias hoje: vida.
(Isso sem aprofundar numa reflexão que A Tétrica Narrativa promoveu no espaço dela sobre o direito ao tédio, que é algo da vida humana que cada vez mais nos falta e vai além desse viés de “desenvolvimento”.)
Mas ainda sobre desenvolvimento pessoal: quanto de nossas vidas estamos dispostos a abrir mão, terceirizar? E por que raios estaríamos dispostos a fazê-lo? Sobre o porquê, talvez seja por que nos deixamos levar pelo quando IAs são impressionantes.
Sedentário com exoesqueleto não é superior a atleta.
Essa metáfora do exoesqueleto foi por conta de um amigo meu, que é… sabido. Ou assim ele pensa. Antes do chatGPT ser lançado às massas, ele já se arvorava a me “ensinar” e corrigir perspectivas sobre assuntos que eu estudei na minha graduação, com os quais ele não teve contato (não estou dizendo que não dá pra aprender algo com um leigo, me refiro ao tom professoral de alguém sob o efeito dunning-kruger). Mas depois de ele assinar o GPT pago? Misericórdia! Ele realmente acredita que fez as coisas que mandou o modelo fazer. Ele realmente acredita que entende o conteúdo completo que ele pediu para o modelo resumir.
Eu ensaiei essa metáfora como uma maneira educada de apontar para o que estava acontecendo, mas ele nem pensou em levar isso para o lado pessoal… “Nossa, cara, a galera vai sofrer ein? Quem não se diferenciar…” (ou qualquer coisa meio assim que um coach de Instagram diria) meio que demonstrando que ele acreditava estar num estado de entendimento que… não era o dele.
Sedentário com exoesqueleto é superior a atleta?
Mas não é mesmo! E é muito importante não confundir os processos de LLM com suas próprias capacidades. Talvez seja a única distinção crítica que um usuário de LLM precisa ser capaz de fazer. Assim como um atleta que usa anabolizantes deveria entender que a performance sob o seu uso não é propriamente dele.
Eu acredito mesmo que essa falta de discernimento é o maior perigo do uso de IAs, que por ser tão perigoso eu classifico de inadequado. As consequências podem ser catastróficas. Nem me refiro a mudanças de dinâmicas macroeconômicas, no mercado de trabalho e comércio internacional… embora isso seja uma fritação muito legal de explorar, que me parece ser a pegada do Gabriel. Não. É uma questão civilizacional mesmo. O que acontece quando a massa da humanidade que ainda poderia ter sido crítica e humana, tiver virado zumbi (mais do que já é feita ser), porque terceirizou o que não devia de sua própria condição humana?
Medo, galera.
Medinho pavoroso, é o que sinto.
Porque o que fazemos, gostamos, escolhemos e preferimos já é em boa parte fruto de um sistema fabril de formação laboral técnica (até os trabalhos mais “intelectuais”). É raro, sermos treinados a nos desenvolvermos em outros aspectos ou termos condições financeiras para fazê-lo. Olhe que já estamos aqui dialogando dentro de uma bolha ein?
Mas o que acontece quando até essas pessoas que teriam as capacidades de se desenvolverem resolvem terceirizar o que não deviam de sua própria humanidade?
A louça ainda está suja
(por Gabriel Ottaviano)
Entendo a preocupação do Theo com a questão de “agora não precisamos fazer X coisa porque há uma IA para isso”. Vem dos mesmos criadores de “porque eu preciso aprender matemática se tem calculadora?”. Ou “porque preciso aprender português se tem dicionário?”. Muitos saem da escola e bradam na internet: “eu nunca precisei usar uma equação de segundo grau na vida”. Um professor honesto diria: “você pode até não usar isso… mas um dos alunos inteligentes usou”. Não concordo com os que acham que podemos terceirizar o pensamento ou o desenvolvimento pessoal para uma IA — ou qualquer entidade.
Mas vou ser honesto: estamos culpando a IA por um crime que já vinha sendo cometido há muito tempo.
A massa da humanidade crítica e humana que ele menciona... quando exatamente ela existiu?
A Inglaterra de 100 anos atrás se parecia muito mais com Peaky Blinders do que com os salões de baile da Era Vitoriana. Guerras foram travadas por temperos. Muitos têm uma visão romantizada do passado — o que chamo de síndrome de Belle Époque. O filme Meia Noite em Paris capta esse sentimento perfeitamente. Aquela vida sempre foi privilégio de pouquíssimos, e mesmo pra esses poucos, muita coisa banal pra nós hoje era objeto de luxo. A visão nostálgica de um florescimento humano que a IA estaria corrompendo pressupõe um estado anterior que, pra maioria das pessoas, nunca existiu.
A IA é amplificador do problema, não causa. O sedentário com exoesqueleto já era sedentário — e continuará sedentário. O efeito Dunning-Kruger leva a um acordo faustiano semelhante ao do gordo que usa Mounjaro sem cogitar as consequências de longo prazo: ambos passam a acreditar que são algo que não são, mas a natureza sempre cobra um preço, mesmo que tarde.
Mas tem uma coisa que ele tocou que merece mais atenção: quem está sendo afetado. Estamos na quarta revolução industrial e, enquanto as anteriores dizimaram trabalhos braçais — menos valorizados nessa visão positivista do ser humano —, a IA está dizimando os intelectuais: justamente aqueles cuja autoestima e senso de self estão atrelados à própria inteligência ou sensibilidade. Daí o rebuliço todo. É a síndrome do Menino de Ouro descobrindo que não é tão especial assim — em escala industrial.
Estamos falando disso dentro de uma bolha minúscula. Quem se preocupa com a relação entre desenvolvimento humano e IA é uma fatia pequena da população — justamente os meninos de ouro. A maioria pouco se importa. Se irritam um pouco com algumas formas de slop, talvez, mas estão mais preocupados com pagar as contas no fim do mês — como os ludditas originais. Ninguém destruiu máquinas de tear em Nottingham porque elas estavam impedindo seu desenvolvimento intelectual. Fizeram isso porque temiam morrer de fome.
Vejo uma confusão na ideia de que a IA vai nos impedir de nos desenvolver, e creio que ela venha da mistura de duas visões de mundo diametralmente opostas: a Hustle Culture e o Europemaxxing.
A visão de produtividade a qualquer custo é muito americana, baseada no ideal luterano de ética do trabalho — muitas vezes ao ponto de chegar a níveis tóxicos à própria ideia de humanidade, justamente o que o Theo visa combater. Essa cultura vê a IA como a ferramenta perfeita para fazer mais. Mais rápido. Mais forte. Mais consistente. Como se fôssemos máquinas numa fábrica produzindo sem parar.
O Europemaxxing virou meme: la vita lenta, dolce far niente, tomar vinho na praça às 4 da tarde e ver o tempo passar, emendar um expresso atrás do outro, num eterno Euro Summer. Essa visão vem do sul da Europa, onde o trabalho é importante, mas não é tudo. Há vida antes, depois, e às vezes até durante o trabalho. O Europemaxxing não é frescura — é uma filosofia de que as máquinas devem nos servir, e não o contrário. A promessa original da automação era justamente essa: liberar humanos do trabalho pesado para sobrar tempo pra vita contemplativa. A hustle culture sequestrou essa promessa.
Talvez a pergunta não seja “o que acontece quando terceirizamos nossa humanidade para a IA?” Mas sim: para qual camada da pirâmide de Maslow estamos falando? Para as necessidades básicas, eficiência é tudo — e a IA poderia ajudar a universalizar isso. Para o topo — estima, autorrealização, arte, pensamento — o processo é o produto. Ninguém admira um artista pelo quadro ou livro. Admira porque sabe, no fundo, que não existe sucesso do dia para a noite — existe uma longa noite de anos por trás daquilo.
No fundo, o que incomoda na conversa sobre IA não é o resultado que ela entrega. É que sempre admiramos mais o Messi do que o Cristiano — o gênio do que a máquina perfeita. Queremos o humano como ideal divino, não como ideal mecânico.
E é por isso que a grande ironia de tudo isso é que a IA deveria nos ajudar a “lavar a louça e dobrar as roupas para que tivéssemos mais tempo para fazer arte” — mas o que tem acontecido é justamente o contrário: os profissionais da criatividade e do conhecimento são os mais propensos a virarem babás de LLM. E a louça permanece suja na pia.
… e agora?
(de volta ao Theo Sant'Ana)
Primeiramente, pedrada, hein?
Preguiça sempre houve mesmo. Fazer o quê. Seria até arriscado adivinhar, por exemplo, quando é que surgiu a tendência de uma galera em alguns cursos de nível superior de humanas dizer que “não sei fazer (operações matemáticas básicas de nível fundamental), porque meu curso superior é de humanas”. Mas vale a reflexão... foi antes ou depois do advento da calculadora?
Vamos lá, fazer um bate-bola aqui para fecharmos junto o texto, Gabriel. Vou tentar fazer uma harmonização das informações em que convergimos e também expor um pouco das diferenças analíticas que eu tenho.
Você tocou ali numa ferida narcísica da angústia de um menino de ouro, eu vou abrir o curativo para ensaiar uma asepsia. Eu abri o texto falando diretamente para a pequena bolha de quem está no mesmo nível de incômodo que eu tenho. Me cutucando para dizer ai e atrair quem se identifica minha dor. Porque por hora minha escrita é confessional, visceral mesmo, até pra assunto técnico.
Mas você fez bem em trazer a questão para um nível mais pé no chão. Tem muito mais em jogo ali na base da pirâmide de Maslow, que afeta muito mais gente, então vamos pivotar a perspectiva.
Me parece que: a questão que está em jogo é esse sequestro progressivo dos espaços de possibilidade da expressão humana. Essa é a big idea sobre a qual convergimos, não é?
Eu, particularmente, vejo isso como fruto de um processo histórico de longa duração. O que está acontecendo agora como a quarta revolução industrial em menos de 100 anos, o desenvolvimento de IA, Hustle Culture e Euromaxing, são processos episódicos (de curto prazo ao menos) quando comparados à evolução de um câncer civilizacional chamado capitalismo. (Ou seja lá do que a pessoa denomine os processos que recrudeceram após 1848, que só pode ser compreendido olhando para períodos de análise histórica que começam pelo menos 300 anos antes dessa data.) Não que eu tenha uma proposta mágica para lidar com o assunto… ninguém tem.
Mas isso é outro papo para um outro dia.
(Quem quiser uma palha desse assunto, peça a uma LLM para destilar os conceitos centrais da quadrilogia do Wallerstein.)
Mas é isso, Gabriel, temos nossa convergência?
Que faremos disso, com este texto?
Já valeu a reflexão e você virá com os derradeiros movimentos de harmonização da informação?
Ou queremos fazer algo sobre isso? Dizer o que se pode e o que não se pode, e o que seria desejável fazer sobre o assunto?
Por que esse assunto me angustia, e eu tenho essa mania de querer fazer algo sobre as angústias. Mesmo que seja uma opinião falha sobre assuntos que eu seguramente não tenho condições de apontar um direcionamento seguro, como condição humana e como lidar com movimentos societais amplos.
E então, meu caro?
Que faremos?
Não Tem Cura
(de volta ao Gabriel Ottaviano)
Theo, você perguntou o que faremos com isso. Vou ser honesto: não tenho uma cura. E desconfio de quem tem.
Acho que a ideia de “sequestro progressivo dos espaços de possibilidade da expressão humana” por causa da IA é um exagero.
A bolha que mais se preocupa com isso — e somos nós, metidos a intelectuais, sejamos sinceros — já está vacinada. Quem tem bom gosto fareja o que é “feito com IA” à distância, porque as coisas feitas sem critério são ruins. Quem é curioso e criativo por natureza não vai terceirizar justamente o que mais gosta de fazer. Pra essa bolha, a IA é neutra, ou até positiva. O maior desafio não é a atrofia — é filtrar o oceano de mediocridade para achar o que presta. Mas o que presta continuará existindo. Talvez até em maior quantidade. Quem nunca viu um vídeo curto tão bem feito que parece um mini filme — uma verdadeira obra de arte?
E digo mais: a IA bem usada é um multiplicador, não um concorrente.
Pode dar a um pequeno YouTuber recursos que antes eram exclusivos de Hollywood. Dar voz a artistas que jamais teriam condições de competir. Vai ter muita coisa tosca? Claro. Sempre foi assim. Mas o que é bom acaba prevalecendo: sendo compartilhado, salvo, traduzido... é o Efeito Lindy em ação.
Qual é a questão no fundo? Medo de competição? Porque, se as coisas feitas com IA são tão ruins assim, a gente não precisa ter medo, precisa?
Pessoas curiosas sempre encontram novas formas de inovar com novas ferramentas.
O celular é o paralelo mais palpável. Foi uma merda em muitos aspectos — sequestrou atenção e pavimentou o caminho de Tigrinhos, Bets e Only Fans. Mas também permitiu que gente no meio do nada começasse a fazer vídeo, texto, arte, e complementasse a renda ao ponto de, às vezes, conseguir largar o emprego formal. Uma ferramenta pode ser bem ou mal usada. E a diferença entre remédio e veneno está na dose.
Onde a faca tem dois gumes bem afiados é com os mais jovens.
Não em nós, nos velhos barbados que já desenvolveram (ou deveriam ter desenvolvido) seu gosto e senso crítico — em quem ainda está nesse processo. Usar IA antes de saber o que é bom ou ruim, antes de ter errado o suficiente pra aprender, antes de ter desenvolvido a própria voz — é aí que pode haver sequestro de verdade. Não da expressão humana em geral. Da expressão de uma pessoa específica, numa janela muito importante da vida que só se vive uma vez.
E aí o problema não é nem a IA em si. São os pais que não assumem a responsabilidade de criar os próprios filhos e a terceirizam pro tablet — na nossa época era a TV ou o computador. É a escola — que já não ensinava a pensar antes da IA existir, e agora tem mais uma desculpa pra não ensinar.
Como podemos reclamar da diminuição das possibilidades de expressão se isso já não era valorizado? O que mudou de fato?
O que mudou de fato?
(fechando com Theo Sant'Ana)
Talvez “só” a velocidade, né Gabriel?
Só um detalhe, pra garantir que fique claro… tem um processo histórico de longa duração, umas “coisinhas sistêmicas” que têm se desenvolvido no mundo a partir da acumulação agrícola e as grandes navegações europeias (lá por volta de 1450).
Acredito que o “sequestro progressivo dos espaços de possibilidade da expressão humana” são por causa desse processo de longa duração, não por causa da IA. Mas processos episódicos dentro desse macro-ciclo, como o advento da IA, amplificam essa tendência. Quem sabe, superar as estruturas desse processo abrisse espaço para a valorização das expressões humanas.
Mas, filtrando (de minha parte) o asco ao encontrar AI slop e a angústia que eu sinto em relação àquelas “coisinhas sistêmicas”… parece que comecei o artigo caindo no meu próprio rage bait.
E penso que eu não seria o único. Afinal, nós seres humanos vivemos aqui no ritmo episódico da História, e por aqui as coisas estão mudando cada vez mais rápido. Sinceramente, algumas dessas mudanças me assustam.
Com adolescentes (lá onde a faca da IA é mais afiada) acessando quantidades massivas de informação pré-curada (normativa, ideológica e epistemologicamente) antes de desenvolverem seu próprio senso crítico, veremos a formação de uma nova de geração de… “idiotas” (?)… ou zumbis de massa de manobra totalitária mesmo.
Mas entendo o padrão de argumento, Gabriel: (1) que revolução tecnológica não possibilitou que algo do tipo acontecesse, com seus próprios moldes e à sua época? E (2) junto a isso também não vieram as possibilidades de desenvolvimentos positivo?
O que mudou de fato, do início do texto para cá, é que eu fiquei um pouco mais calmo. Reflexivo, ao menos. Parei de apontar a ponta da faca para os olhos e estou pensativo olhando para o outro gume. Na minha mão e na dos outros.
Tá vendo, que foi uma belíssima ideia quebrar o roteiro inicial?
Grato pela participação, Gabriel!
Mas e tu, que chegou até aqui com a gente? Ainda tá chorando sobre os uso de travessões no Substack? Tem alguma coisa contra o uso de IA no processo criativo? Conta pra gente, queremos saber!
Esse foi um ensaio de A Longa Jornada de Mim, com a participação especial do Anticoach.
Por aqui eu falo de muita coisa que não é condição humana versus IA. Se você gosta de reflexões intimistas, histórias e contos, crônicas, opiniões existenciais, e ensaios, críticas e resenhas, de temas variados, com essa mesmíssima pegada de redação e uns lirismos a mais nos poemas, o ritmo é esse:
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© 2026 Theo Sant’Ana. Este texto é protegido por leis de direitos autorais. A reprodução total ou parcial não é permitida sem autorização expressa do autor.





De nada Theo! É verdade. Estão fazendo um bom trabalho!
Theo, texto bom! Realmente Bruno Latour chama os artefatos de: extensao humana, para ad maos e a mente, e ainda mais, revela ser fazer parte do sistema artor rede, isto, nos e os artefatos vivemos embricados por ajuda e necessidade. Então, as coisas são muito uteis, dependendo do seu fim, se usadas à condição humana. Como vc citou, uma faca de dois gumes, um punhal ou um canivete pintainho, pode ser a salvação do grupo ou tambem destruição. Eu sei bem pouco sobre o porque IA tornou-se tão acessível a todo tipo de morador desse mundo. Fato é que o caminho caminhado trouxe até aqui. Agora é saber caminhar... pena que alguns caminhantes, por vezes, deixam de usar a ferramenta para um fim útil e começam a duelar como num 'bar risca faca'. Outra questao que me afeta é como usam essa ferramenta àqueles que nao foram iniciados ao belo(boa música, boa arte, bom cinama)? Mas a profundidade da marca endelevel antropológia ja está estabelecida, mudança de era, de rota humana. Grata!