Theo, texto bom! Realmente Bruno Latour chama os artefatos de: extensao humana, para ad maos e a mente, e ainda mais, revela ser fazer parte do sistema artor rede, isto, nos e os artefatos vivemos embricados por ajuda e necessidade. Então, as coisas são muito uteis, dependendo do seu fim, se usadas à condição humana. Como vc citou, uma faca de dois gumes, um punhal ou um canivete pintainho, pode ser a salvação do grupo ou tambem destruição. Eu sei bem pouco sobre o porque IA tornou-se tão acessível a todo tipo de morador desse mundo. Fato é que o caminho caminhado trouxe até aqui. Agora é saber caminhar... pena que alguns caminhantes, por vezes, deixam de usar a ferramenta para um fim útil e começam a duelar como num 'bar risca faca'. Outra questao que me afeta é como usam essa ferramenta àqueles que nao foram iniciados ao belo(boa música, boa arte, bom cinama)? Mas a profundidade da marca endelevel antropológia ja está estabelecida, mudança de era, de rota humana. Grata!
Grato, Emília, pela leitura e observações! O que mais me chama atenção nestes modelos de "inteligência artificial" é como elas estão reconfigurando, com extrema rapidez, a maneira do ser humano agir, existir e se perceber humano. E muito dessas mudanças ocorrem de maneira perceptível, por pelo menos dois motivos: (1) há muito pouca consciência sobre si mesmo nas pessoas; e (2) é muito mais trabalhoso estudar, enquanto basta estar cansado para ser levado pela maré. Eu e o Gabriel buscamos trazer algumas contribuições no primeiro ponto. Que bom que pudemos contribuir (:
Que profundidade vocês trouxeram, hein? Confesso que vou ter que refletir mais para absorver os pontos que vocês apresentaram. Adorei a participação no textos, dois bons escritores com propostas bem argumentadas e um tema super relevante né? Parabéns
Mulher, ficou bom num foi? Eu olhava os trem do Gabriel e ficava, "eita 🤬, como é que eu encaminho agora?"… então tem algumas camadas para processar, né? Aguardo suas impressões, se quiser compartilhar.
Adorei o diálogo. Entendo a angústia e a compartilho. Também concordo que o impacto tende a ser maior entre os mais jovens do que na nossa bolha de agora, em que muita gente já formou gosto, repertório e alguma voz própria antes da chegada dessas ferramentas.
Da minha parte, sigo reivindicando uma IA que estenda e dobre minhas roupas, para que eu tenha mais tempo de refletir e contemplar a vida, porque a rotina anda puxada.
Mas a pergunta que fica para mim é outra: se concordamos que o sujeito se constitui por linguagem, ideologia, ambiente, modos de produção e tantos outros elementos, então a IA já nos alterou como sujeitos e como sociedade. A questão passa a ser o que fazemos daqui para frente com isso e como tornamos esse impacto menos danoso para a humanidade.
Pena que eu não acredite que faremos isso, por agora, como sociedade. Apenas como sujeitos. Espero que, quando a pergunta enfim se tornar coletiva, ainda não seja tarde demais.
Isso que você descreveu vai muito em linha com a raiz do meu pessimismo, acho que compartilhamos isso aí hahahaha.
A mudança promovida por essas ferramentas é sutil, sorrateira. Sobre coisas que a pessoa muitas vezes nem sabe que era um assunto dentro dela mesma e já está lá sendo reconfigurado.
É aí que o uso massivo delas antes do entendimento humano de suas consequências é perigoso. Pois para educação é preciso esforço. Mas para cair no comodismo, basta estar cansado. E vivemos nas sociedades da exaustão.
Sim, Theo, concordo. Meu pessimismo falou mais alto e já dei a situação como definida.
Às vezes penso que essa também é uma das estratégias: matar a esperança para enfraquecer a resistência. Mas, justamente por isso, seguimos precisando resistir.
Total, Carol. Pra mim, fazer a resistência é o único caminho para estar vivo de fato.
Porque (1) se eu realmente me incomodo e (2) ainda assim fizesse parte da massa que se deixa levar, minha vida teria sido, na melhor das hipóteses, insignificante. Na pior das hipóteses, teria contribuído para o que não quero.
Na pior das hipóteses, então, seria melhor não ter existido, para ao menos não fazer mal. Mas dado que nasci, a alternativa viável é o suicídio. A diferença entre quem sabe e se deixa levar (não me refiro aqui aos ignorantes e inconscientes) e um suicida consumado é a falta de disposição para finalizar a vida física... ou mudar de conduta. Mas de fato, moralmente, já é um suicida.
De nada Theo! É verdade. Estão fazendo um bom trabalho!
Theo, texto bom! Realmente Bruno Latour chama os artefatos de: extensao humana, para ad maos e a mente, e ainda mais, revela ser fazer parte do sistema artor rede, isto, nos e os artefatos vivemos embricados por ajuda e necessidade. Então, as coisas são muito uteis, dependendo do seu fim, se usadas à condição humana. Como vc citou, uma faca de dois gumes, um punhal ou um canivete pintainho, pode ser a salvação do grupo ou tambem destruição. Eu sei bem pouco sobre o porque IA tornou-se tão acessível a todo tipo de morador desse mundo. Fato é que o caminho caminhado trouxe até aqui. Agora é saber caminhar... pena que alguns caminhantes, por vezes, deixam de usar a ferramenta para um fim útil e começam a duelar como num 'bar risca faca'. Outra questao que me afeta é como usam essa ferramenta àqueles que nao foram iniciados ao belo(boa música, boa arte, bom cinama)? Mas a profundidade da marca endelevel antropológia ja está estabelecida, mudança de era, de rota humana. Grata!
Grato, Emília, pela leitura e observações! O que mais me chama atenção nestes modelos de "inteligência artificial" é como elas estão reconfigurando, com extrema rapidez, a maneira do ser humano agir, existir e se perceber humano. E muito dessas mudanças ocorrem de maneira perceptível, por pelo menos dois motivos: (1) há muito pouca consciência sobre si mesmo nas pessoas; e (2) é muito mais trabalhoso estudar, enquanto basta estar cansado para ser levado pela maré. Eu e o Gabriel buscamos trazer algumas contribuições no primeiro ponto. Que bom que pudemos contribuir (:
Que profundidade vocês trouxeram, hein? Confesso que vou ter que refletir mais para absorver os pontos que vocês apresentaram. Adorei a participação no textos, dois bons escritores com propostas bem argumentadas e um tema super relevante né? Parabéns
My, lindinha, que bom vê-la aqui!
Mulher, ficou bom num foi? Eu olhava os trem do Gabriel e ficava, "eita 🤬, como é que eu encaminho agora?"… então tem algumas camadas para processar, né? Aguardo suas impressões, se quiser compartilhar.
Grato pela presença (:
Kkkkkkkkk imagino, ficou demais!!! Parabéns
Adorei o diálogo. Entendo a angústia e a compartilho. Também concordo que o impacto tende a ser maior entre os mais jovens do que na nossa bolha de agora, em que muita gente já formou gosto, repertório e alguma voz própria antes da chegada dessas ferramentas.
Da minha parte, sigo reivindicando uma IA que estenda e dobre minhas roupas, para que eu tenha mais tempo de refletir e contemplar a vida, porque a rotina anda puxada.
Mas a pergunta que fica para mim é outra: se concordamos que o sujeito se constitui por linguagem, ideologia, ambiente, modos de produção e tantos outros elementos, então a IA já nos alterou como sujeitos e como sociedade. A questão passa a ser o que fazemos daqui para frente com isso e como tornamos esse impacto menos danoso para a humanidade.
Pena que eu não acredite que faremos isso, por agora, como sociedade. Apenas como sujeitos. Espero que, quando a pergunta enfim se tornar coletiva, ainda não seja tarde demais.
Grato, Carol, pela leitura e feedback no texto!
Isso que você descreveu vai muito em linha com a raiz do meu pessimismo, acho que compartilhamos isso aí hahahaha.
A mudança promovida por essas ferramentas é sutil, sorrateira. Sobre coisas que a pessoa muitas vezes nem sabe que era um assunto dentro dela mesma e já está lá sendo reconfigurado.
É aí que o uso massivo delas antes do entendimento humano de suas consequências é perigoso. Pois para educação é preciso esforço. Mas para cair no comodismo, basta estar cansado. E vivemos nas sociedades da exaustão.
Sim, Theo, concordo. Meu pessimismo falou mais alto e já dei a situação como definida.
Às vezes penso que essa também é uma das estratégias: matar a esperança para enfraquecer a resistência. Mas, justamente por isso, seguimos precisando resistir.
Total, Carol. Pra mim, fazer a resistência é o único caminho para estar vivo de fato.
Porque (1) se eu realmente me incomodo e (2) ainda assim fizesse parte da massa que se deixa levar, minha vida teria sido, na melhor das hipóteses, insignificante. Na pior das hipóteses, teria contribuído para o que não quero.
Na pior das hipóteses, então, seria melhor não ter existido, para ao menos não fazer mal. Mas dado que nasci, a alternativa viável é o suicídio. A diferença entre quem sabe e se deixa levar (não me refiro aqui aos ignorantes e inconscientes) e um suicida consumado é a falta de disposição para finalizar a vida física... ou mudar de conduta. Mas de fato, moralmente, já é um suicida.