O que eu fico pensando, é no que a história seria sem a interferência dos pais. No mínimo menos pressão. Quem sabe, mais aprendizados internos. Mas também tem erros inevitáveis que a gente passa. Se você chamasse o conto de primeiros erros não mentiria.
Nossa, já pensei muito nisso. Na época até me ressenti deles... mas sempre há erros e aprendizado que são inevitáveis. E houve, mesmo depois que eles saíram do cenário.
Esse texto não se comporta como narrativa. Ele se comporta como presença.
Ele não “conta” Joana. Ele deixa Joana continuar existindo dentro da leitura, como se certas pessoas se recusassem a virar passado inteiro e insistissem em aparecer quando a linguagem abre uma fresta.
O que mais me atravessa é essa recusa de limpeza. Nada aqui é suavizado para caber numa explicação tranquila. A culpa não vira defesa organizada, o amor não vira pose, as escolhas não viram moral pronta. Tudo fica um pouco exposto, como se o texto preferisse a verdade imperfeita ao conforto de uma versão arrumada.
E ao mesmo tempo, existe uma delicadeza constante. Mesmo quando dói, não há exploração da dor. Há cuidado. Como se a escrita não estivesse olhando de fora, mas tentando acompanhar por dentro sem interromper o que ainda pulsa.
O narrador também não se coloca acima do que viveu. Ele não se absolve, não se condena com facilidade. Ele se deixa contradizer. E isso cria uma humanidade muito específica: aquela que não fecha contas emocionais, só reconhece que elas continuam abertas.
O amor aqui não cabe em versão simples. Ele reorganiza vidas, desloca caminhos, deixa consequências reais, e mesmo assim não vira sentença. Ele não explica nada, ele só acontece e depois continua reverberando.
E no fundo, o que fica é isso: a escrita não tenta resolver o passado. Ela tenta permanecer perto dele sem transformá-lo em explicação. Como quem encosta a mão na memória sem tentar domesticar o que ainda vive ali.
Saio com a sensação de ter sido colocada dentro de um intervalo delicado entre lembrar e ainda sentir.
Parabéns ao autor. Joana tá vivendo entre nós… e claramente já tem CPF emocional ativo, boletos de existência e tudo mais.
Estarei aguardando nossa Joana dia 27, fala para ela não se atrasar !
Mariana, te quero como prefaciante da adaptação em livro fisico dessa série! (Após a conclusãodesta série. ) Aceitas?
Sim, o fato de ter passado mais de 12 anos de bad é fato aue denunciaria qualquer tentativa de correcão narrativa dos fatos passados como um
processo de recalque. Maquiar os problemas iamais me ajudaria a resolvê-los. E para solucioná-los em tempo presente eu teria que encará-los como um mapa, nítido, para sair do labirinto que inconscientemente
criei.
O maior esforco na escrita desta série é dissociar as narrativas que eu tenho hoie das próprias explicações que a sustentam, para compartilhar essa construcão com os leitores e leitoras.
Eu me comprometi com outra alegoria, mas essa de abertura de contas emocionais ficou bem legal.
Veremos mais as minhas, que paguei com juros, mas na parte 3 veremos o valor do principal que Joana recebeu antes de eu nunca mais vê-la.
Esse aqui foi dificil escolher uma parte melhor... a parte do amigo... as partes de vcs dois conversandinho... rs fazendo as pazes foi muuuuito fofo e depois vc partiu meu coracao... o artigo ta incrivel... :) Daria uma serie, e uma serie boaaaaaa... hahahahaha
Eu super agradeço o feedback, porque isso aqui é leitura beta pra o rascunho de um romance. Eu sei que tem muitos conteúdos e cenas envolvidas, fica difícil comentar sobre tudo. Mas deu pra ver que o tom comédico com Luan funcionou. Cigarros após o sexo também. E o contraste dos momentos foi lindamente brutal, que bom saber que eu consegui baixar a guarda antes de mandar um gancho de direita (foi essa a intenção).
A parte 2 é um interlúdio, para construir tensão. Sobre o que não foi dito na parte 1 e sobre o que será dito na parte 3. Eu quero que o coração aperte antes de saberem a tragédia. É importante. Sem isso, o epílogo vai de épico a xoxo.
Eita! Agora tenho que esperar a parte 3 da saga!
Hahahahaha é saga mesmo, viu? Tipo Star Wars. Mas agora lançarei mensal.
Grato pela leitura, que bom que gostou!
Prepare-se, vá fazendo o compromisso de não
me desprezar ou me odiar.
Eu não vou te odiar a menos que você faça por merecer. Então…não faça. 😅
Armaria... mas vai exercitando a tolerância, tá? 😅
Ok ok vou
O que eu fico pensando, é no que a história seria sem a interferência dos pais. No mínimo menos pressão. Quem sabe, mais aprendizados internos. Mas também tem erros inevitáveis que a gente passa. Se você chamasse o conto de primeiros erros não mentiria.
Nossa, já pensei muito nisso. Na época até me ressenti deles... mas sempre há erros e aprendizado que são inevitáveis. E houve, mesmo depois que eles saíram do cenário.
Esse texto não se comporta como narrativa. Ele se comporta como presença.
Ele não “conta” Joana. Ele deixa Joana continuar existindo dentro da leitura, como se certas pessoas se recusassem a virar passado inteiro e insistissem em aparecer quando a linguagem abre uma fresta.
O que mais me atravessa é essa recusa de limpeza. Nada aqui é suavizado para caber numa explicação tranquila. A culpa não vira defesa organizada, o amor não vira pose, as escolhas não viram moral pronta. Tudo fica um pouco exposto, como se o texto preferisse a verdade imperfeita ao conforto de uma versão arrumada.
E ao mesmo tempo, existe uma delicadeza constante. Mesmo quando dói, não há exploração da dor. Há cuidado. Como se a escrita não estivesse olhando de fora, mas tentando acompanhar por dentro sem interromper o que ainda pulsa.
O narrador também não se coloca acima do que viveu. Ele não se absolve, não se condena com facilidade. Ele se deixa contradizer. E isso cria uma humanidade muito específica: aquela que não fecha contas emocionais, só reconhece que elas continuam abertas.
O amor aqui não cabe em versão simples. Ele reorganiza vidas, desloca caminhos, deixa consequências reais, e mesmo assim não vira sentença. Ele não explica nada, ele só acontece e depois continua reverberando.
E no fundo, o que fica é isso: a escrita não tenta resolver o passado. Ela tenta permanecer perto dele sem transformá-lo em explicação. Como quem encosta a mão na memória sem tentar domesticar o que ainda vive ali.
Saio com a sensação de ter sido colocada dentro de um intervalo delicado entre lembrar e ainda sentir.
Parabéns ao autor. Joana tá vivendo entre nós… e claramente já tem CPF emocional ativo, boletos de existência e tudo mais.
Estarei aguardando nossa Joana dia 27, fala para ela não se atrasar !
Mari 🌹
Mariana, te quero como prefaciante da adaptação em livro fisico dessa série! (Após a conclusãodesta série. ) Aceitas?
Sim, o fato de ter passado mais de 12 anos de bad é fato aue denunciaria qualquer tentativa de correcão narrativa dos fatos passados como um
processo de recalque. Maquiar os problemas iamais me ajudaria a resolvê-los. E para solucioná-los em tempo presente eu teria que encará-los como um mapa, nítido, para sair do labirinto que inconscientemente
criei.
O maior esforco na escrita desta série é dissociar as narrativas que eu tenho hoie das próprias explicações que a sustentam, para compartilhar essa construcão com os leitores e leitoras.
Eu me comprometi com outra alegoria, mas essa de abertura de contas emocionais ficou bem legal.
Veremos mais as minhas, que paguei com juros, mas na parte 3 veremos o valor do principal que Joana recebeu antes de eu nunca mais vê-la.
Mais uma vez, Mari, grato pela leitura atenta.
Fui lendo e falando... Geeeeeenteeeeee... Théo! Que bafooooo! Tá melhor q novela essa saga! 👀👀👀😉
Hahahahaha grato pela leitura e feedback, Nuuuu 💙
Daria mesmo uma série ou minissérie no Netflix, se puxasse os fios, ein? Alguma parte ou detalhe que chamou mais a atenção ou que gostou mais?
Esse aqui foi dificil escolher uma parte melhor... a parte do amigo... as partes de vcs dois conversandinho... rs fazendo as pazes foi muuuuito fofo e depois vc partiu meu coracao... o artigo ta incrivel... :) Daria uma serie, e uma serie boaaaaaa... hahahahaha
Nhôôô.
Eu super agradeço o feedback, porque isso aqui é leitura beta pra o rascunho de um romance. Eu sei que tem muitos conteúdos e cenas envolvidas, fica difícil comentar sobre tudo. Mas deu pra ver que o tom comédico com Luan funcionou. Cigarros após o sexo também. E o contraste dos momentos foi lindamente brutal, que bom saber que eu consegui baixar a guarda antes de mandar um gancho de direita (foi essa a intenção).
A parte 2 é um interlúdio, para construir tensão. Sobre o que não foi dito na parte 1 e sobre o que será dito na parte 3. Eu quero que o coração aperte antes de saberem a tragédia. É importante. Sem isso, o epílogo vai de épico a xoxo.
Eitaaaa, mas em junho a parte 3? 👀👀👀👀👀👀
Mulher, tem hehehehe. Tá ao fim do post, 27 de junho (:
Realmente farei o melhor para lançar mensal, porque coloquei aqui na minha agenda 🫶🫶🫶
Na verdade, estou me lamentando… deu vontade de ler amanha… :)