A Longa Jornada de Mim

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O nome dela é Joana, parte 3

O que aconteceu antes de eu nunca mais ver Joana.

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Theo Sant'Ana
jun 27, 2026
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Eu espero que você não me odeie como eu me odiei. Eu espero que você não me despreze como eu me desprezei. A culpa e o remorso frente ao que fiz, só eu posso sentir. Culpa é uma coisa completamente inútil, peso desnecessário. Mas a marca patente do remorso genuíno é o arrependimento, retificação de conduta. O remorso, então, é louvável. Mas para buscar a trilha do remorso eu tive que sair do poço da culpa. E aqui eu vou te contar sobre como caí nesse poço.

Você, olhando de fora, poderá sentir repulsa, apiedamento ou compaixão. Eu acho degradante o apiedamento, prefiro a repulsa. Ao menos foi essa a rota que eu adotei comigo mesmo. Mas sua compaixão… você tem mesmo motivos para me dar esse voto de confiança? Você me conhece, por acaso? E com a narrativa de culpa que eu tenho a seguir… será que seu motivo para compaixão não será traído? Por que essa é a narrativa que eu conheço para essa história, seguida pelos esforços para sua superação.

A única coisa que te peço é se comprometa comigo. Por favor, não leia essa parte se não tiver o compromisso de me acompanhar até o epílogo dessa história. Eu vou abrir meu coração sobre um período que foi tão feio para mim que demorou anos de autoanálise para eu sequer conseguir olhar para ele com alguma lucidez! Não leia a pior parte de mim sem saber o que fiz para melhorar ao longo dos dez anos que vieram a seguir. Não faça isso comigo! Não me deixe aqui sozinho no atoleiro do pior que fiz sem se comprometer com a possibilidade de minha redenção!

Por favor!

Eu estou te pedindo mesmo!

Eu estou pedindo agora, porque daqui a pouco eu assumo o papel do narrador analítico, e é possível que as coisas fiquem tensas. Vai ficar emocionalmente complexo. E eu não vou voltar aqui para esse lugar de fala para quebrar a narrativa depois que eu começar. Então não me abandone aqui! Não me deixe sozinho!

Okay?

Okay…

Okay.

Vamos lá.

Se você não leu ou não se lembra dos detalhes das partes anteriores de O nome dela é Joana, relê-las enriquecerá a sua leitura daqui para frente. Afinal, eu já te disse que, desde a redação da parte 1, o grosso do epílogo já estava praticamente pronto.

Sempre que eu redigi uma das partes desta série, eu mantive todas as outras partes abertas para edição. Por que uma pequena alteração em um detalhe relevante de uma parte faz valer a pena inserir lembretes específicos ou alusões propositais numa outra. Já quando redigi a parte 1, fiz alterações no epílogo que reverberaram em ajustes em todas as outras partes. E por aí vai. Eu só evito editar as partes que já publiquei.

Então não tenha medo de reler. Mesmo que você esteja voltando sua leitura lá das partes finais e já tenha passado aqui algumas vezes. Porque alguns apontamentos, frases simples ou escolhas deliberadas de palavras, símbolos e imagens lá do começo ganharão sentidos bem específicos, diferentes daqueles de suas primeiras leituras, conforme avançamos na história.

Então, se não lembra dos detalhes da parte 2, faz favor:

O nome dela é Joana, parte 2

Theo Sant'Ana
·
May 23
O nome dela é Joana, parte 2

Se você não leu ou não se lembra dos detalhes de O nome dela é Joana, parte 1, especialmente o final, releia-o. Mais uma vez, talvez você esteja voltando sua leitura lá das partes finais e essa já seja a quinta vez ou mais que você passa por aqui. Não tem problema. Vai sem pressa.

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