NOVO LIVRO: Doses Endovenosas de Humanidade
Poemas sobre poesia contemporânea, amor, luto, angústia existencial e empatia radical
Quando comecei a escrever por aqui, eu não fazia ideia de que agora eu já teria meu primeiro livro, de 84 páginas, incluindo uma coleção de 34 poemas que compus em menos de 120 dias. E sabe o melhor? Todos os custos para publicação foram cobertos pelas assinaturas pagas aqui no Substack! Sério mesmo, estou muito feliz! Melhor que isso, só dois disso! (E sim, eu já sei o título do próximo livro de poesia.) Então quero te contar um pouco sobre essa jornada da poesia, que venho trilhando por aqui.
Mas antes de falar sobre o livro em si, quero compartilhar o soneto que me inspirou o título da obra:
Doses endovenosas de humanidade
(Soneto sobre arte na sociedade contemporânea)
Quanto mais fugazes os dias e mais duro o trabalho,
Mais corridos os meses e aos olhos perdidos os anos,
Faz-se o bradar da arte um rompante são e necessário.
Pulsa firme e antissistêmica, ela que nos faz humanos.
Que a leitura, em sequer um dia, te falte em companhia.
Teatro, pintura, contos, todos te encantem, em essência.
Que as crônicas, chistes e danças te animem a alegria
E sustentem disposição crítica, pensamento é consciência.
Eu brado às quartas-feiras, eu critico e conto aos domingos.
No falar duro, na rima maneira, eu não tenho dizeres findos.
Oferta certa de lirismo, componho sempre em verdade,
São minhas gratuitas doses endovenosas de humanidade.
Enquanto puder eu faço, pois vidas sem arte são lástimas.
Faço por mim e por ti, pois não nos quero como máquinas.
(Antônio Rodrigues, 03/04/2026)
Nota: no meu início aqui no substack, quando escrevi esse soneto, eu postava poemas às quartas e outros textos aos domingos. Depois troquei os domingos pelos sábados.

Como tudo (re)começou
Parece inacreditável, mas Candlelight Concert (de que eu postei a tradução aqui) foi o primeiro poema que eu fiz em uns 14 anos. Eu não imaginava que, depois dele, após tanto tempo sem praticar a escrita poética, eu faria mais algumas dezenas em tão poucos dias.
No começo das minhas publicações aqui no Substack, eu só postava uma vez por semana, aos domingos. Mas aí os poemas começaram a aparecer. Mais. Mais. Mais. E decidi aumentar a frequência da minha publicação para bissemanal, ou não haveria tempo de compartilhar tudo que eu queria. Mas sem sobrecarregar quem lê, com mais de dois textos por semana.
Agora, aos 27 de maio de 2026 eu tenho 114 rascunhos por aqui, dos quais 33 são poemas. Prontas para serem publicadas, eu já tenho poesias com data certa até o dia 7 de outubro de 2026.
E chegou um ponto em que… Eu quis mais. Eu quis publicar. Falei com algumas editoras, que me atenderam muito bem, mas optei por seguir com a autopublicação pelo Clube de Autores.
Isso significa que eu fiz tudo do Doses Endovenosas de Humanidade, da revisão de conteúdo e diagramação à capa e registros de direitos autorais, e ele estará sim disponível em catálogos de livrarias como a Leitura. Mas também super acessível e de pronta entrega online, para quem mora no Brasil ou fora dele (falarei disso abaixo).
O livro é um Manifesto existencialista, pelo escrever poético.
E os questionamentos da contracapa deixam isso bem claro:
Você quer? Nos quer como máquinas? Quer mesmo ver isso?
Ver embaçarem-se as linhas entre o que já foi criacão humana e o que virou poça artificial?
Ver o dia em que a indiferença cínica derrotará enfim o último gesto autêntico de amor?
Ver a última vez que alguém ousou sentir, e nunca mais, por medo de estilhaçar de novo o peito numa sociedade apática e violenta?
Eu não quero!
Mas não sei se os tempos me darão o privilégio dessa escolha.Então bradarei.
Nas melhores reflexões que puder, mergulharei.
Nas estruturas e métricas que me inspirarem, rimarei.Mesmo que doa, cultivarei a empatia numa sociedade que estimula a normalização de comportamentos psicopáticos!
Se chorei, ainda é prova de que sou gente.
Poesia. Reflexão genuína. Escrita humana.
São essas as minhas doses endovenosas de humanidade.
Eu realmente acredito (como você deve ter percebido pelo soneto do início) que o acesso à poesia deve ser gratuito, o mais acessível possível. Portanto, de minha parte, todos meus poemas aqui no Substack são gratuitos.
E sim, todos os poemas que estou lançando no livro agora em maio serão publicados gratuitamente, semanalmente, a conta-gotas, até o mês de outubro. E permanecerão gratuitos. Isso faz parte do meu statement. Eu não trairei as intenções do soneto de Antônio Rodrigues.
O livro físico não é apenas uma cópia do online
Para começar, estou lançando apenas no formato físico. Sem previsão de lançar digital.
Nele eu compartilho algumas histórias e contextos que só aparecem nessa edição física, que nenhum assinante online, gratuito ou pago, terá.
E além dessa distinção no conteúdo, eu e você, que amamos livros, sabemos do grande diferencial que é segurar um livro em mãos. E é essa a experiência que eu quero para você com o Doses Endovenosas de Humanidade.
No livro eu organizo e separo melhor os poemas em eixos temáticos, contextualizo minhas intenções e história por trás da escrita e também conto um pouco da minha história pessoal com a poesia.
Eu falo por várias vozes
No livro, eu assino por cinco vozes:
Theo Sant’Ana;
Antônio Rodrigues;
Milla Sora;
Anyone In My Shoes;
Allex Gray.
E também temos algumas colaborações especiais da Karen Capucho, junto com Theo Sant’Ana e Milla Sora.
No início e ao longo do livro, eu exponho as origens de cada uma dessas vozes e o que cada uma delas traz de contribuição para os assuntos que abordamos.
Nele você verá sonetos, versos livres, e acrônimos como este “SIM” (leia na vertical):
Sempre, é quase sempre mesmo,
Indicador certo e certeiro de
Mais uma afirmativa, positiva.
Dos 34 poemas, são 14 sonetos, 4 são acrônimos e 16 são poemas em verso livre.
O livro é uma proposta de micro-jornada
Os poemas, como estão organizados no livro, gravitam em torno do questionamento:
O que fazer?
Dos amores?
Das dores?
Do dia a dia corrido?
Do medo?
Do vazio existencial?
Da busca por sentido?
Da busca por romance? (por que não?)
Em alguns momentos, especialmente através de Antônio Rodrigues e Anyone In My Shoes, eu trato de temas sensíveis em existencialismo (angústia existencial, suicídio, luto, vontade de não existir) de forma direta, contundente e visceral. Sem glamourizar a dor, sem incentivar comportamentos autodestrutivos, mas também sem escapismos de otimismo gratuito. (Sim, você deveria ter cuidado com a leitura de algumas partes se estiver em momento emocional sensível ou vulnerável, e no livro eu aviso quando eles vão acontecer).
Mas ao fim, convido ao autocuidado.
E ao cuidado de quem nos faz bem, também.
Por que tais atos de amor, nas sociedades tardo-modernas, são gestos revolucionários. Eu espero sim que o conteúdo atravesse seu coração e nele resida, se essa permanência te ajudar a continuar sendo gente. Humano. Humana. De coração quente.
Com tudo que isso tem de dor, de beleza e de possibilidade.
Como adquirir?
O Clube de Autores, maior plataforma de autopublicação de livros da América Latina, possui acordos com redes de gráficas em mais de 50 países, permitindo a impressão e entrega sob demanda diretamente fora do Brasil. Se você mora nos EUA ou Europa, dá para pedir tranquilamente.
Então, independente de onde você está…
É só clicar no link mesmo (:
Ou então ir para alguma livraria próxima ou de preferência, e conferir se Doses Endovenosas de Humanidade está no catálogo.
Estamos em pré-venda!
As impressões do Doses Endovenosas de Humanidade se iniciam em 27/06/2026.
Até lá, o livro está com um desconto especial de 10% para você.
(De R$ 55,90 por R$ 50,90)
Essa é minha primeira dose de arte para o seu dia a dia.
A curadoria dos poemas está belíssima.
E a progressão temática, excelente.
Vem comigo.
© 2026 Theo Sant’Ana. Este texto é protegido por leis de direitos autorais. A reprodução total ou parcial não é permitida sem autorização expressa do autor.



Tô aqui bestinha e já impactada pela capa Theo. “Se chorei, ainda é prova de que sou gente.” Acho que no fim é sobre isso. O que faz a gente humano não é a perfeição e sim as sombras que carregamos de dias exaustivos em que nem sempre as coisas saem como o esperado. Ter escrito essa quantidade de poemas em menos de 120 dias mostra o quanto você estará entranhado nas paginas de cada um de seus poemas. O lerei com toda certeza. 🤍
Uau, que felicidade, Theo! Estou muito feliz e honrada de fazer parte disso. Admiro o seu talento, sou fã! Que essa jornada seja incrível e cheia de sucesso. Pode contar comigo!