Que delícia de texto, Theo. Me lembrou imediatamente “Eita”, do Seu Pereira, e “Fale Mais”, do Lagum… esse lugar estranho entre intimidade, desejo, memória e cuidado.
E acho muito bonita a maneira como você escreve tensão sem fazer dela necessariamente uma promessa de consumação. O afeto como referencial, quase como um lugar pra onde voltar. Adorei!
Nossa, e essas músicas? Não conhecia Lagum e não tinha ouvido Seu Pereira após 2020. Maravilhosas.
É, Clarice é esse lugar mesmo... interessante que depois que eu coloquei essa visão pra fora eu já comecei a ver diferente, mas é nesse lugar mesmo que ela estava quandk eu escrevi.
Como somos equilibrados diante de quem não nos arrebata, né? Eu sinto que minha terapia funcionou quando encontro um vínculo bom o suficiente para ficar, por vezes até se apaixonar, mas sem tirar o chão. O problema é que, na racionalidade, dificilmente nos conectamos de verdade com alguém. A idealização é uma medida de sobrevivência da espécie humana 😂
Não é muito o gênero que costumo ler mas gostei da experiência! Sou uma leitora muito imaginativa e quando eu já estava achando que ia rolar alguma coisas nos muitos " e ses" você me vem com " mas eu não pretendo fazer nada disso" 🤣 esse pra mim foi o ponto mais positivo da leitura! Essa quebra, esse não saber o que vocês são exatamente. É bonita a forma em que essa sua personagem ( e acredito que as outras também, que ainda não li e não conheço) são construídas nessa tridimensionalidade. Essa moça tem sensualidade, mas ela não é só isso. Por isso, é necessário algo para além do sexo. Ela me trouxe a impressão de porto seguro e uma excelente amizade. Enfim, o final fechando com o cafezinho foi muito bom, também. ✨
Eu brinco no subtítulo que os domingos poderiam ser mas não são +18 hahahaha. E cumpro a promessa. Elas são personagens sim, tiradas das minhas próprias páginas, trocando os nomes e alguns detalhes para preservar a identidade. Por mais criativos que sejam, meus textos ainda são confessionais (por isso talvez ainda não sejam tão criativos assim). Que bom que gostou (:
Eu já penso que a usa ideia é muito criativa, sim! E não só a ideia, mas a forma como as mulheres estão sendo retratadas. Em tempos de homens que nos odeiam gratuitamente, da pra ver que você reconhece cada pedacinho dessas mulheres viventes-personagens. Isso que me chamou atenção! Mas enfim, se tiver mais mulheres, que eu vi que já tem algumas 👀 continue escrevendo sobre elas 🍀
Isso aqui me atravessa de um jeito estranho, porque não parece só uma história, parece uma memória sendo cuidadosamente encenada para não desabar.
O que me prende não é o desejo em si, mas essa dança entre presença e contenção. Entre o que foi vivido e o que continua existindo só na cabeça, como se o fim não tivesse conseguido encostar direito no afeto. E aí o texto fica nesse lugar suspenso, onde o corpo vira linguagem e a linguagem vira tentativa de segurar alguma coisa que já escapou.
Mas ao mesmo tempo, eu sinto um risco ali: em alguns momentos o outro deixa de ser inteiro e vira quase uma superfície onde o narrador organiza o próprio desejo, a própria saudade, a própria tentativa de não perder um referencial. E isso é bonito e perigoso ao mesmo tempo, porque diz muito mais sobre quem escreve do que sobre a relação em si.
No fundo, o que mais me pega é isso: não é um texto sobre querer voltar. É um texto sobre não querer mexer no que foi bonito demais para correr o risco de virar outra coisa. Como se o amor tivesse sido colocado num lugar seguro, não para continuar vivo, mas para não se deformar no contato com o presente.
E isso dói de uma forma silenciosa, porque preserva… mas também paralisa.
Que delícia de texto, Theo. Me lembrou imediatamente “Eita”, do Seu Pereira, e “Fale Mais”, do Lagum… esse lugar estranho entre intimidade, desejo, memória e cuidado.
E acho muito bonita a maneira como você escreve tensão sem fazer dela necessariamente uma promessa de consumação. O afeto como referencial, quase como um lugar pra onde voltar. Adorei!
Nossa, e essas músicas? Não conhecia Lagum e não tinha ouvido Seu Pereira após 2020. Maravilhosas.
É, Clarice é esse lugar mesmo... interessante que depois que eu coloquei essa visão pra fora eu já comecei a ver diferente, mas é nesse lugar mesmo que ela estava quandk eu escrevi.
Que bom que gostou, grato pela leitura!
Como somos equilibrados diante de quem não nos arrebata, né? Eu sinto que minha terapia funcionou quando encontro um vínculo bom o suficiente para ficar, por vezes até se apaixonar, mas sem tirar o chão. O problema é que, na racionalidade, dificilmente nos conectamos de verdade com alguém. A idealização é uma medida de sobrevivência da espécie humana 😂
Nossa, e o inverso? Quando dá match e afinidade mental a pessoa já tá emocionalmente em outra, ou indisponível, aff.
Isso que eu quase não saio de casa ein? Até as tentativas de romance são poucas.
Não é muito o gênero que costumo ler mas gostei da experiência! Sou uma leitora muito imaginativa e quando eu já estava achando que ia rolar alguma coisas nos muitos " e ses" você me vem com " mas eu não pretendo fazer nada disso" 🤣 esse pra mim foi o ponto mais positivo da leitura! Essa quebra, esse não saber o que vocês são exatamente. É bonita a forma em que essa sua personagem ( e acredito que as outras também, que ainda não li e não conheço) são construídas nessa tridimensionalidade. Essa moça tem sensualidade, mas ela não é só isso. Por isso, é necessário algo para além do sexo. Ela me trouxe a impressão de porto seguro e uma excelente amizade. Enfim, o final fechando com o cafezinho foi muito bom, também. ✨
Eu brinco no subtítulo que os domingos poderiam ser mas não são +18 hahahaha. E cumpro a promessa. Elas são personagens sim, tiradas das minhas próprias páginas, trocando os nomes e alguns detalhes para preservar a identidade. Por mais criativos que sejam, meus textos ainda são confessionais (por isso talvez ainda não sejam tão criativos assim). Que bom que gostou (:
Eu já penso que a usa ideia é muito criativa, sim! E não só a ideia, mas a forma como as mulheres estão sendo retratadas. Em tempos de homens que nos odeiam gratuitamente, da pra ver que você reconhece cada pedacinho dessas mulheres viventes-personagens. Isso que me chamou atenção! Mas enfim, se tiver mais mulheres, que eu vi que já tem algumas 👀 continue escrevendo sobre elas 🍀
Isso aqui me atravessa de um jeito estranho, porque não parece só uma história, parece uma memória sendo cuidadosamente encenada para não desabar.
O que me prende não é o desejo em si, mas essa dança entre presença e contenção. Entre o que foi vivido e o que continua existindo só na cabeça, como se o fim não tivesse conseguido encostar direito no afeto. E aí o texto fica nesse lugar suspenso, onde o corpo vira linguagem e a linguagem vira tentativa de segurar alguma coisa que já escapou.
Mas ao mesmo tempo, eu sinto um risco ali: em alguns momentos o outro deixa de ser inteiro e vira quase uma superfície onde o narrador organiza o próprio desejo, a própria saudade, a própria tentativa de não perder um referencial. E isso é bonito e perigoso ao mesmo tempo, porque diz muito mais sobre quem escreve do que sobre a relação em si.
No fundo, o que mais me pega é isso: não é um texto sobre querer voltar. É um texto sobre não querer mexer no que foi bonito demais para correr o risco de virar outra coisa. Como se o amor tivesse sido colocado num lugar seguro, não para continuar vivo, mas para não se deformar no contato com o presente.
E isso dói de uma forma silenciosa, porque preserva… mas também paralisa.
Mari 🌹
Ah, Mari. Cirúrgica, como lhe é costume. Encapsulou muito bem, seus comentários são prova de apreciação. E sou-lhe grato 🌹
And here's a treat for you: e se eu te dissesse… que Clarice é uma das peças fundamentais daquela saga de nome… “Joana”?