Em defesa do Rock Pesado
Sobre angústia, guerra, misérias humanas e um gênero artístico capaz de lidar com a pandemia da dessensibilização.
Já que tudo mudou quando eu ressignifiquei o que se chama de “barulho”, vou falar aqui em defesa do rock pesado, mas sem deixar de lado o valor do rock levinho. Então são duas ideias que quero trocar contigo:
Em defesa do rock pesado: Por que é saudável ouvir alguns destilados psiquiátricos da condição humana, inclusive com o uso intencional de distorções sonoras e a hiperestimulação sensorial? Por que esse é um veículo artístico sofisticado e necessário para lidar com a apatia pandêmica da sociedade contemporânea?
Por que ouvimos rock? Todo mundo sabe que é um trem meio “barulhento”, o tal do rock, por vezes considerado incômodo (dizem os mais educados) ou coisa do capeta (aquele povo hiperbólico). Por que raios é que se ouve esse gênero? Seus ouvintes realmente não sentem nada ou a sensibilidade deles é diferenciada para ouvir rock’n roll?
Aviso: A primeira parte é “pesada”. Trata de temas como ideação suicida, angústia, guerra, horror, violência e traumas correlatos. Se você já é sensível a esses temas, talvez seja melhor não ler.
O “peso” da primeira parte (Em defesa do rock pesado) é exatamente o motivo pelo qual eu acredito que alguém deveria lê-la e ouvi-la (aplicação prática de minha tese de sensibilização pela agressão à dessensibilização), mas avalie seus limites emocionais e psicológicos.
A segunda parte (Por que ouvimos rock? Inclusive o levinho?) é mais “tranquilinha” e acessível a todos que queiram lê-la. E ajuda a aliviar a barra de quem leu a primeira.

1. Em defesa do rock pesado
Essa seção é sobre dessensibilização, agressão e sensibilização, usando duas músicas como exemplo.
Primeiramente, o que é “rock pesado”?
Geralmente se refere aos mais “barulhentos”.
Também pode ser os de letras e temas densos.
Mas a intersecção desses dois… é a eles que eu me refiro por “rock pesado”. Essa intersecção que produz um som agressivo, nesses diferentes sentidos. E é para ser agressivo mesmo, com agressões intencionais ao ouvinte. Seja por intenção de catarse ou sensibilização, os dois tipos têm seus méritos.
Tem banda de power metal, sensorialmente pesada (“barulhenta”, mas usarei menos essa palavra daqui para frente), que fala de mitologia ou histórias épicas de dragões (não tem o peso do trato a temas sensíveis). Também tem banda light, indie rock (sensorialmente levinhas), com letras pesadíssimas, como Daughter. E bandas como System of a Down, que é um exemplo emblemático de rock sensorialmente pesado, mas com letras que alternam bipolarmente entre profundas críticas existenciais e políticas e… lorotas aleatórias (absolute rubbish, really). E Sleep Token? Não sei nada da lore e queria ter condições técnicas pra falar deles. Só sei que gosto da banda.
(Eu poderia falar sobre Linkin Park, mas esse é um tópico à parte na minha vida.)
As músicas que escolhi para exemplificar e defender o rock pesado são:
Anaheim, do Don Broco. Por que fala de angústia masculina, inclusive insinuações de ideação suicida.
One, do Metallica. Por que fala da miséria humana da guerra, horror, trauma, desejo de morrer e o desespero existencial a ela relacionados.
Eu escolhi essas músicas por que os assuntos que elas tratam são “sensíveis”. (Não estou dizendo que são os únicos temas, nem os mais importantes de todos, nem que são as melhores músicas, mas são músicas que eu conheço, me tocam e por vezes ficam no repeat.)
E muito se conversa sobre esses temas sem se prestar o devido incômodo, promovendo-se assim um lugar comum de banalização ao abordá-los. Não se deve falar de guerra, por exemplo, com o mesmo tom de normalidade com que se fala do trabalho ou sobre as notas das crianças na escola. Se uma conversa sobre esse assunto não começa com uma clara sensação de mal estar profundo de quem está falando do assunto, essa conversa começou errado. Esse é um exemplo do estado crônico de dessensibilização, a apatia pandêmica da sociedade contemporânea que mencionei nos questionamentos iniciais.
É aí que entra a agressão intencional do rock pesado ao ouvinte, sensorial e temática. Para derrubar as paredes da indiferença, anular a anestesia crônica, promover a sensibilização sobre temas que, apesar de serem “sensíveis”, são tratados com indiferença e banalização. Pois se a agressão direcionada ao ouvinte encontrar sua indiferença, teremos aí um processo de sensibilização pela agressão à dessensibilização.
Porque, numa sociedade brutalizada pela própria dessensibilização, é sim positivo usar agressões sensoriais e temáticas para quebrar as paredes da apatia, promovendo assim a sensibilização sobre “temas sensíveis”. As distorções e contrastes intencionais entre o belo e o grotesco podem servir de convite à sensibilização acerca de misérias humanas. Em especial, no caso de Anaheim, a promovida pela angústia masculina. E no caso de One, a promovida pela guerra.
Anaheim: angústia masculina representada em duas fases
A sexta faixa do álbum Amazing Things, de Don Broco, oferece um contraste temático simples entre padrões depressivos e incitação de autodestruição, e uma clara progressão musical do silêncio ao incômodo sensorial (proposta muito distinta, aliás, de outras faixas do álbum, que são mais diretas na agressão sensorial). Experimente dar o play e seguir com a leitura:
Na primeira parte (até os 2:31min), a banda amacia o ouvinte com um groove de trip hop à la The Weekend, com vocais meio sussurantes que entregam uma letra depressiva, autodepreciativa mas elusiva, com ambiguidades entre ideação de não existência um prazer meio mórbido derivado desse estado.
Em seguida, um interlúdio quase silencioso (até os 2:45min), seguido de uma estimulação progressiva com quatro fases bem claras:
Primeiro (2:46min) é apresenada uma guitarra leve, quase singela, reminiscente da primeira metade da música;
Até que (3:00min) são apresentados o baixo e a bateria, enquanto a guitarra do primeiro momento ganha destaque com aumento do volume e aplicação de distorção;
Então mais uma escalada (3:14min), com uma virada da bateria introduzindo um goove mais pesado, a segunda guitarra fazendo a base, e uma sobreposição de novos efeitos de distorção da primeira guitarra;
O que já poderia ser uma experiência desconfortável para alguns ouvintes é amplificado (3:29min, é a hora que eu aumento o volume) com a penúltima virada de bateria, que enseja o aumento do volume geral e a gritaria da segunda parte da letra, com alusões mais claras a estados de autodestruição, impotência e morte (o findar do queimar interno frente ao lago e o afogamento).
A catarse é concluída com breves 15 segundos de “silêncio”, sobre o qual ecoam os ecos desfalecentes do que experienciamos nos últimos quatro minutos.
Percebe como algo que poderia ser simploriamente percebido como “uma música legal, mas com uma segunda parte muito barulhenta” na verdade carrega a intencionalidade artística de provocar experiências sensoriais bem específicas, para abordar um tema sensível?
E, o que a distingue de outras expressões artísticas: músicas de rock usam o incômodo, distorção (da guitarra, do baixo, da voz) e hiperestimulação como seus principais recursos para sensibilização da audiência sobre um tema ou experiência. Tá aí um exemplo de alma no rock contemporâneo. Escolhi essa música por que ela liderou minha lista de repetidas por várias semanas. É um tema menos sensível que a guerra, abordado por One, a seguir.
Mas a angústia masculina é sim um tema delicado, pelo fato de nós, homens, geralmente sermos mais fechados para tratar de questões psicológicas e até nos impedirmos de olhar mais profundamente para nossas psiques. Muitas vezes, uma interpretação artística sobre o tema é a nossa única forma de reconhecimento e catarse de angústias pessoais e coletivas.
One: Sobre a guerra e suas consequências
Metallica, em One, considerado um clássico do metal, apresenta mais sofisticação no uso de contrastes sensoriais, e profundidade no desenvolvimento temático. Antes de te dar a música para darmos o play juntos, preciso te contextualizar da letra (para ser mais acessível, usarei as traduções).
A intenção da letra
A letra da quarta faixa do álbum …And Justice for All (… E Justiça para Todos) do Metallica é baseada no romance Johnny Got His Gun de Dalton Trumbo. Nele, Joe Bonham, um soldado da Primeira Guerra Mundial, é atingido por uma explosão de mina terrestre que lhe tira os membros e o rosto, tornando-o um prisioneiro em seu próprio corpo. Joe perdeu seus sentidos e não consegue se comunicar, mas ainda é mantido vivo pela equipe médica. Assim, as letras da música seguem seu apelo para ser libertado de seu sofrimento.
Esse é o contexto histórico da letra. Mas mesmo que não soubéssemos disso, sua mensagem é clara.
Cantada em primeira pessoa, seu sujeito nos relata algo que só poderia um pesadelo sobre guerra… ou então um relato puro e simples de uma crise de estresse pós-traumático por conta das chacinas. De uma forma ou de outra, sua fala nos convida a ponderar sobre desconfortos e agonias capazes de psiquiatrializar um ser humano.
Afinal, “loucura” não é um rótulo gratuito. É um sinalizador do ponto em que um sistema psíquico quebrou e não conseguiu funcionar adequadamente depois dele. E One fala de violências e traumas que são capazes de “quebrar” o estado de sanidade.
Os versos
Seus dois versos iniciais são um relato etéreo de alguém em um estado pós morte com passagem ao inferno… ou então de alguém que foi extirpado do próprio corpo e agora tem em sua existência física um estado de tortura total e contínua.
Os refrões
Não sabemos, assim como o sujeito da letra, exatamente o que está acontecendo. Só sabemos que, se Deus for a última instância, ele pede que o retire dali. Mas se Deus não for uma instância acessível, ele suplica pela morte.
Mas a letra jamais nos entrega a redenção divina ou o alívio do fim.
A ponte (fim da letra)
Escuridão, me aprisionando
Tudo que vejo, horror absoluto
Não posso viver, não posso morrer
Preso em mim mesmo, meu corpo é minha cela
Uma mina terrestre tirou minha visão
Tirou minha fala, tirou minha audição
Tirou meus braços, tirou minhas pernas
Tirou minha alma, deixou-me com vida no inferno
Daí em diante o instrumental assume, altamente agressivo, emulando a aceleração e caos das metralhadoras e bombas no campo de batalha.
Eu espero que, ao ler isso com atenção, você sinta um incômodo, um desconforto, quem sabe até um calafrio. Se não sentiu, sua humanidade te abandonou. Duvido que um psiquiatra possa te salvar. Mas tem que ler com atenção, concentração. Releia! Ou, melhor ainda, faça a escuta guiada comigo, abaixo. Minha intenção aqui nessa parte é incomodar mesmo.
Theo, não é muito pesado esse tema? Precisa falar mesmo disso, desse jeito? Não é melhor falar de outras coisas, de outra maneira?
Sim, o tema é pesado.
O nome dele é guerra.
Ele aparece nos noticiários todos os dias.
E se os ouvintes dos noticiários não sentem o incômodo que eu espero ter conseguido te provocar com o que disse acima, talvez eles devessem ler esse texto conosco e fazer uma escuta guiada de One, do Metallica, abaixo.
É isso, queridos e queridas: sensibilização pela agressão à sensibilização.
Pegou a ideia?
Progressão musical e agressão intencional ao ouvinte
A letra é a parte temática da agressão.
Se você tem disposição para experienciar a agressão sensorial, com uma dinâmica ímpar de “morde e assopra”, dê o play e vem comigo.
(0:00 - 00:17) Curta cinemático, simulando soldados num campo de batalha.
(0:17 - 00:52) A introdução é um belo e lento solo de guitarra, que aos poucos revela um duo harmônico de duas belíssimas guitarras. Sem distorções… Sem pressa… Apenas harmonia. Apenas uma beleza tão singular que chega a ser hipnótica.
(0:53 - 01:13) O ouro deste trecho é como ele entrecorta o duo das guitarras com contratempos da bateria, que, sorrateiramente, vão pontuando pequenos sinais de agressividade nos compassos. Mas a progressiva estridência melódica das guitarras cobre o groove da bateria, convidando o ouvinte a permanecer.
(01:13 - 01:43) Até que a banda, ainda no instrumental, assume os ritmos e harmonias que nos antecipa as progressões melódicas dos versos e refrões a seguir.
(01:43 - 02:10) Primeiro Verso
Perceba a intencionalidade do vocalista, nos trechos em que adiciona efeitos de distorção sobre a própria voz ou canta em coro, exatamente nas partes em que a letra tem teores mais grotescos:
Não consigo lembrar de nada
Não sei dizer se isso é real ou um sonho
Lá no fundo, sinto o grito
Esse silêncio terrível me paralisaAgora que a guerra acabou comigo
Estou acordando, não consigo enxergar
Que não sobrou muito de mim
Nada é real além da dor agora
(02:11 - 02:23) Primeiro Refrão (com plena distorção dos instrumentos, inclusive vocais)
Prendo a respiração enquanto desejo a morte.
Oh, por favor, Deus, me acorde
(02:18 - 02:32) Ainda enquanto a vocalização do primeiro refrão termina, as guitarras do início retornam para aliviar temporariamente o clima. Mas elas já não conseguem disfarçar a fúria progressiva da bateria.
(02:32 - 02:59) Segundo Verso
De volta ao útero, é real demais
A vida bombeia em mim, algo que devo sentir
Mas não consigo olhar adiante para revelar
Olho para o tempo em que vivereiAlimentado por um tubo que está preso em mim
Como uma novidade de tempos de guerra
Amarrado a máquinas que me fazem existir
Corte essa vida de mim
(02:59 - 03:11) Segundo Refrão (similar ao primeiro)
Prendo a respiração enquanto desejo a morte.
Oh, por favor, Deus, me acorde
(03:06 - 03:34) Enquanto a vocalização do segundo refrão termina, mais uma vez as guitarras do início retornam. Contudo, mesmo sem distorção acentuada e ainda em belíssima harmonia, elas começam a operar com tons cada vez mais estridentes e ritmos cada vez mais acelerados.
(03:35 - 03:51) Terceiro Refrão
Desta vez não temos o alívio de desacelerar com um terceiro verso, que nunca virá. Voltamos imediatamente à angústia de um refrão estendido:
Agora o mundo se foi, sou apenas um
Oh, Deus, me ajude!
Prendo a respiração enquanto desejo a morte
Oh, por favor, Deus, me ajude!
(03:52 - 04:52) Não há mais alívio daqui para frente. Este trecho instrumental, com distorção crescente dos instrumentos presentes, vai deformando a melodia do refrão para a ponte, enquanto pulsos do pedal duplo simulam o ruflar de metralhadoras.
(04:52 - 05:21) Ponte
Não se trata mais de distorção vocal sobre uma melodia. A intensidade do grito do sujeito transparece um misto de angústia e fúria. Eu não sei você, mas eu sinto algumas pontadas no coração quando ouço esse trecho:
Escuridão, me aprisionando
Tudo que vejo, horror absoluto
Não posso viver, não posso morrer
Preso em mim mesmo, meu corpo é minha cela
Uma mina terrestre tirou minha visão
Tirou minha fala, tirou minha audição
Tirou meus braços, tirou minhas pernas
Tirou minha alma, deixou-me com vida no inferno
Daí para frente é progressão de quebradeira instrumental. Eu gostaria de ter mais conhecimento sobre música para poder exaltar a execução técnica… Mas já é o suficiente. Recomendo ouvir até o final, para uma experiência completa da agressividade que nossos queridos planejaram para nossos ouvidos e corações.
Observação final
Um vislumbre ao inferno descrito é um convite à reflexão devidamente sensibilizada sobre a questão da guerra. Esse assunto não pode ser abordado com insensibilidade nos corações, pois é essa frieza e indiferença à promoção sistemática dessa miséria humana que mantém a máquina de guerra criando novas vítimas que, quando não morrem, ficam marcadas irreversivelmente pelos traumas físicos, psicológicos e doutrinas do ódio. Por isso, um veículo artístico que promova essa quebra da homeostase da indiferença e banalização do sofrimento não é apenas positivo, mas necessário.
2. Por que ouvimos rock? Inclusive o levinho?
Os indivíduos que curtem rock ouvem-no para se sentirem incomodados. Talvez você, roqueiro(a), não pense assim, por que já está naturalizado(a). Mas a prova do que eu estou dizendo é que quanto mais o som “pesa” mais fácil, às vezes até irresistível, é você balançar a cabeça. Já notou que quanto mais estridente o solo ou o grito, quanto mais pegada tem a batida, ou quanto mais contrastante e distinto o groove, mais você fica parecido com o meme de not bad do Obama? Ou com a Michelle, talvez.
Rock é um gênero que choca, balança, tira da estase. E é exatamente por isso que eu ouço. E imagino que seja parecido contigo. É isso mesmo?
E não precisa ser pesadão.
Não precisa conhecer os nomes da banda.
Nunca fui do tipo que sabe o nome dos integrantes da banda, raramente pego uma discografia inteira para ouvir. O que realmente abriu as portas para conhecer vários sabores de rock foi advento de Guitar Hero II. (Nossa, joguei tanto isso que via os botõezinhos coloridos vindo em minha direção quando andava nas ruas.)
Também não precisa ser só os destilados psiquiátricos da condição humana, para avaliar os extremos da humanidade o tempo inteiro. Minha playlist para gritaria nos engarrafamentos tem toda uma variedade de músicas mais otimistas (ah, Foo Fighters, que é outro assunto à parte na minha vida…), bonitas, algumas gospel e, sim… alguns que depressivos e ansiosos precisam ter cuidado para não ouvir… muito.
No fim das contas, quais os assuntos que não tratamos? À que temas estamos anestesiados emocionalmente? Que partes de mim que me fazem humano e ainda estão adormecidas?
Às vezes é de um certo nível de hiperssenbilização sensorial que eu preciso, para voltar à minha humanidade, ou descobri-la. Às vezes o impacto externo dos estímulos ajuda a anestesiar uma dor que me traria às lágrimas (numbing). E às vezes é melhor ainda que seja sobre um tema que me ajude a avançar na minha própria sensibilização. Em outras ocasiões, uma lorota aleatória já resolve.
E é por isso que eu digo, sem medo de sentir culpa: rock é vida.
Por muito tempo eu admiti em voz baixa que gosto de rock. Como se fosse um erro, uma inadequação. Como se, mesmo entendendo que eu realmente gosto do gênero de forma quase monotemática, fosse errado gostar de rock. Hoje não mais. Eu sei bem o valor do gênero, que vai além da minha apreciação pessoal. Eu sei que até o grotesco intencional tem o seu valor, que inclusive ajuda a promover a sensibilização para tratarmos de questões que ainda nos impedem de manifestar o belo.
Mas e você, o que acha disso? É esse o rock que você gosta ou me recomenda outras paragens?
Esse foi um ensaio, uma opinião existencial de A Longa Jornada de Mim.
Gostou?
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Bela analise! Parabéns!
Que texto fantástico! Eu como fã de um bom rock, achei super interessante as suas referências. Não conhecia a primeira música, mas One é um clássico. Acho que é uma música extremamente bem construída, com camadas, atmosfera, tensão, animação, horror…você sente tudo! Com certeza sempre vou defender o rock pesado kkkk.
Parabéns pelo texto.